SANTO HENRIQUE E SANTA CUNEGUNDES

Origens

Henrique era filho do duque da Baviera. Nasceu no ano de 973 em um castelo às margens do rio Danúbio. Viveu sua infância em um lar cristão e tinha uma família santificada, já que seus irmãos renunciaram ao conforto do castelo para se dedicar somente à fé.

Uma mensagem misteriosa

Quando tinha 23 anos, Henrique teve um sonho em que seu mestre, São Wolfgang, que havia falecido dias antes, apareceu para ele, e escreveu na parede do quarto de Henrique a mensagem: "Entre seis".

Primeira fase do flagelo

Primeiro, Henrique pensou que a mensagem era um alerta que ele morreria em seis dias, o que fez com que ele se penitenciasse para se purificar e, assim, se entregar a Deus. Porém, passaram-se seis dias e não aconteceu nada.

Segunda fase do flagelo

Logo após isso, ele pensou que tinha interpretado erradamente a mensagem, e voltou ao martírio por seis meses, pensando que seria seu tempo restante. Passados os seis meses, novamente não aconteceu nada.

Terceira fase do flagelo

Então, o santo pensou que na verdade, ele teria seis anos restantes, e continuou com seu flagelo. Passaram-se seis anos. Henrique era, agora, rei da Alemanha e estava espiritualmente preparado para não se deixar levar pelas pressões do materialismo. Enquanto rei, foi o responsável pela reforma da monarquia, dos mosteiros e do clero. Assim, seu governo foi exemplo de honestidade moral.

Sepultamento e canonização

Henrique foi sepultado em Bamberga em 1024 e canonizado em 1146, pelo papa Eugênio III. Deixou um legado de prudência, governo justo, honestidade e santidade. A devoção a Santo Henrique também valoriza a honestidade, pureza e demais virtudes, a fim de estar sempre pronto para estar com Deus.

Oração do Santo Henrique

¨Ó Deus, Senhor Nosso, pela intercessão de Santo Henrique, peço-Vos que ilumineis a minha mente, purifiqueis meu coração e inflameis meu amor por Vós. Eu Vos louvo e Vos bendigo todos os dias de minha vida, ó Senhor. Amém.¨

 SANTA CUNEGUNDES

Cunegundes viveu na realeza. Nasceu no ano 988, era filha de Sigfredo, conde de Luxemburgo e Asdvige, que transmitiu pessoalmente à ela os profundos ensinamentos cristãos. Desde pequena a menina desejava se tornar religiosa.

Porém casou-se com Henrique, duque da Baviera, que era católico e em 1002 se tornou rei da Alemanha. Em 1014 o casal real recebeu a coroa imperial das mãos do Papa Bento VIII, em Roma. Para o povo, foi um tempo de paz e prosperidade. O casal ficou famoso pela felicidade que proporcionava aos seus súditos, o que chamou a atenção dos inimigos do reino e do imperador. Mas também porque a população e a corte diziam que eles haviam feito um "matrimonio de São José", o que equivale viver em união apenas como bons irmãos. Verdade ou não, o fato é que Henrique percebeu que a esposa não podia ter filhos e decidiu ficar com ela, sem usar o direito do repúdio público para dissolver o casamento, como era legítimo na Alemanha e cuja situação era tolerada por Roma.

Mais tarde, os inimigos da corte espalharam uma forte calúnia contra a imperatriz, dizendo que ela havia traído seu marido. A princípio os dois não se importaram, mas os boatos começaram a rondar o próprio palácio e Cunegundes resolveu acabar com a maledicência. Numa audiência pública, negou a traição e evocou Deus para comprovar que dizia a verdade. Para isso, mandou que colocassem à sua frente grelhas quentes. Rezou, fechou os olhos e pisou descalça sobre elas várias vezes, sem que seus pés se queimassem. Isso bastou para o imperador, a corte e o povo admirar ainda mais a santidade da imperatriz, que vivia trabalhando para atender os pobres e doentes, crianças e idosos abandonados, com suas obras religiosas assistenciais.

Em 1021 o casal imperial fundou um mosteiro beneditino em Kaufungen, em agradecimento à Deus pela cura completa de uma doença grave que Cunegundes havia contraído. Quatro anos depois, quando Henrique faleceu, ela retirou-se para esse mosteiro, abdicando do trono e da fortuna, onde viveu como religiosa por quinze anos.

Até hoje o mosteiro possui em seu acervo os riquíssimos e belos paramentos que Cunegundes costurava. Contudo, ela própria usava somente um hábito muito simples, também feito com as próprias mãos. Com ele trabalhava diariamente e com ele fez questão de ser enterrada, embora suas companheiras tivessem preparado cobertas ricamente bordadas e enfeitadas com jóias preciosas para seu velório.

Antes de morrer, no dia 03 de março de 1039, pediu que a enterrassem como uma simples monja e ao lado da sepultura do esposo, na Catedral de Bamberg, que eles também haviam construído. O local foi palco de numerosos prodígios e graças, por isso seu culto correu entre os fiéis e se propagou por toda a Europa. O Papa Inocêncio III a canonizou em 1200, autorizando sua festa para o dia de sua morte. Santa Cunegundes é padroeira de Luxemburgo, da Lituânia e da Polônia o que faz com que sua devoção se mantenha ainda muito forte e intensa.

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