URPAO. DOM LAMPRA CÁ ENCORAJA PADRES DA ÁFRICA OCIDENTAL A TRABALHAR NA CONVERSÃO DOS CORAÇÕES

O Bispo da Diocese de Bissau encorajou os padres da África Ocidental a trabalharem na conversão dos corações a uma maior abertura para que cada um possa oferecer o melhor de si, ao serviço dos irmãos contribuindo na criação de condições da convivência pacífica entre diferentes grupos étnicos-religioso.

O Sacerdote reconheceu o esforços dos padres agrupados nesta organização, que num momento particular vivido na áfrica subsaariana, têm demostrado a firme determinação de que a vida e a dignidade da pessoa humana, tem um valor inestimável

“ Como família URPAO, devemos trabalhar para converter corações a uma maior abertura aos demais, para que cada um, em pleno respeito de sua própria liberdade e no pleno assumir as próprias responsanibilidades pessoais, possa oferecer generosamente o melhor de si mesmo, ao serviço dos irmãos, contribuindo na criação de condições de convivência pacífica entre diferentes grupos etnicos-religioso”, diz reconhecendo o árduo esforço dos padres desta organização que num momento particular que a região da África Subsaariana vive, tendo demostrado suas firmes determinação e consciência de que a vida e a dignidade da pessoa humana, tem um valor inestimável e estão acima de todos os interesses.

O chefe máximo da igreja católica guineense disse igualmente que como sacerdotes, devem diversificar iniciativas para não serem suspreendidos pelas situações que não jogam ao seus favores.

“ Nos depararmos com inúmeras questões e poucas são as soluções em manga. Esta triste constatação, pode fazer nascer em nós, o sentimento de inutilidade sobre aquilo que fazemos, isto é, dada a gravidade da situação e seus contornos, podemos pensar que nossas ações como sacerdotes , não passa de uma gota de água no oceano. (…) Como sacerdotes, devemos diversificar iniciativas, ter criatividades para não sermos surpreendidos pela situações que não jogam ao nosso favor, do bem-estar dos cidadãos e da dignidade da pessoa humana”, disse Lampra Cá

Dom José Lampra Cá falava na abertura da X Conferência Regional dos Padres da África Ocidental (URPAO).

Em representação do presidente da República, o ministro das finanças, Ilídio Vieira Té afirmou que o país precisa respirar e ter a paz, por isso, convida o Bispo de Bissau a ser a ponte entre todos os políticos.

“ Nós como políticos, sabemos qual o risco que a intolerância e à instrumentalização étnico-religioso representa e pode representar ao país e não precisamos ir além, simplesmente, precisamos simplesmente de vicer em paz, em harmonia sem radicalismo e saber comungar a dor dos outros. Portanto, o país precisa respirar, precisa da igreja para que possamos viver em harmonia e tranquilidade, por isso, convido assim o Bispo Lampra Cá para que seja a ponte entre todos os políticos”, enfatizou.

“A discriminação com base na etnia e na religião, pode ser assimilada a práticas racistas”

O presidente da Conferência Regional dos Padres da África Ocidental (URPAO), afirmou que a complexa relação entre liberdade de religião, expressão e crença, deve ser abordada em todos os mecanismos, porque acreditam que a discriminação com base na etnia e na religião pode ser assimilada a práticas racistas.

As palavras do padre senegalês Aloyse Sene foram deixadas esta terça-feira no encontro dos padres da África Ocidental a decorrer em Bissau de 3 à 9 deste mês.

Para Sene, não pode haver verdadeira liberdade de religião sem liberdade de expressão “porque estas duas liberdades são interdependentes, e é errado apresentá-las à partida como direitos contraditórios”.

“ A Conferência Regional dos Padres da África Ocidental atribui grande importância ao diálogo inter-religioso e intercultural como meio de promover os direitos humanos para todos. Considera também que este problema tem uma dimensão transversal e que nos diz direta ou indiretamente respeito a todos”, disse.

Por outro lado, sublinhou que a difamação das religiões e a retórica xenófoba, são amplamente utilizadas para orientar os debates sociopolíticos, incluindo em países que se dizem democráticos. “A demonização em nome de interesses sócio-políticos imediatos, não visa apenas as religiões, mas também os grupos étnicos, com a triste consequência das erupções de violência”.

Por sua vez, o presidente da comissão organizadora da X conferência, Padre Augusto Mutna Tamba assegurou que a África Ocidental está a testemunhar uma onda de conflitos étnico-religioso.

(..) Nem sempre nos saímos bem como agentes de paz, da reconciliação e da unidade porque cada vez que denunciamos a situação da injustiça, da fome, do elevado preço dos produtos da prieira necessidade, dos raptos e espancamentos, somos acusados de fazer a política ou a militância nas organizações políticas”, lamentou.

A conferência da URPAO decorre sob o lema: “o papel profético dos padres face à intolerância e à instrumentalização étnico-religioso na África Subsaariana”.

De referir que estiveram presente neste encontro, países da África Ocidental, com exceção de Cabo-verde, Gana, Libéria e Nigéria.

Por. Nautaran Marcos Có

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