01
Apr
2020

A Igreja Católica da Guiné-Bissau está disposta a disponibilizar os seus estabelecimentos hospitalares as autoridades nacionais no âmbito do combate ao covid-19.

A disposição da igreja foi manifestada esta quarta-feira (1), pela Secretária Geral da Caritas da Guiné-Bissau a margem do encontro realizado, na Curia Diocesana de Bissau entre uma delegação do governo, de Nuno Nabiam, composto pelos ministros de saúde, da economia e pelo coordenador da comissão interministerial com o Bispo de Bissau, Dom José Camnate Na Bissign.

Maria de Fátima Gomes afirmou que o Bispo Dom Camnate disponibilizou o apoio e agradeceu a confiança do governo e em relação a sua instituição.

“Dom Camnate disponibilizou o nosso apoio, e agradeceu a confia do governo. Em relação a nossa instituição, o governo pode ter a certeza que iremos colaborar, caso haja necessidades com as nossas estruturas hospitalares, iremos disponibilizá-los, porque a nível das nossas estruturas hospitalares já temos o plano de contingência”, garantiu. ”

Sobre as incertezas quanto ao aumento ou não de casos de infecções no país, a Secretária-Geral da Caritas guineense afirma que já estão a ser tomadas precauções que passa necessariamente pelo “stock” de medicamentos e alimentos básicos para eventualmente apoiar as famílias mais carenciadas.

“ A caritas está a preparar o apoio para as famílias mais carenciados caso a situação piorar, e faremos isso através do levantamentos que serão feitas através das nossas estruturas nas paróquias e levaremos o pedido do governo a sério porque o papel da igreja e servir”, salientou.

De sublinhar que os apoios serão extensivos também para os diferentes centros de saúde do país.

A caritas Guiné-Bissau fez em todo território nacional, através das suas estruturas paroquiais, uma campanha de sensibilização e de distribuição de cartazes sobre a forma de prevenção do coronavírus e igualmente durante esta campanha fez ofertas de lixivias aos mais necessitados.

Entretanto, as autoridades sanitárias da Guiné-Bissau anunciaram esta quarta-feira (01) que subiu para nove o número de pessoas infectadas com o novo coronavírus no país, com base nos resultados de exames obtidos nas últimas 24 horas.

O novo doente, que se soma aos oito já antes conhecidos, é um cidadão guineense de 23 anos, estudante no Senegal, de onde regressou em 10 de março, e cuja primeira análise tinha sido inconclusiva.

Na semana passada, Umaro Sissoco Embaló, declarado vencedor das eleições presidenciais pela Comissão Nacional de Eleições, declarou o estado de emergência na Guiné-Bissau com a suspensão, entre outros, dos direitos dos trabalhadores, de circulação, de reunião e de manifestação.

Não há transportes públicos a circular e os mercados só podem funcionar das sete às onze horas da manhã. Contudo, os cidadãos mantêm o ritmo normal de deslocação em Bissau.

A pandemia do novo coronavírus atingiu a Guiné-Bissau numa altura em que o país vive mais uma crise política, iniciada após a realização de eleições presidenciais em dezembro.

Em fevereiro, o general Umaro Sissoco Embaló, dado como vencedor das eleições pela Comissão Nacional de Eleições, autoproclamou-se Presidente do país, enquanto decorre no Supremo Tribunal de Justiça um recurso de contencioso eleitoral apresentado pela candidatura de Domingos Simões Pereira.

Umaro Sissoco Embaló tomou posse numa cerimónia dirigida pelo vice-presidente do parlamento do país Nuno Nabian, que acabou por deixar aquelas funções para assumir a liderança do Governo nomeado pelo autoproclamado Presidente.

O Governo liderado por Nuno Nabian ocupou os ministérios com o apoio de militares, mas Sissoco Embaló recusa que esteja em curso um golpe de Estado no país e diz que aguarda a decisão do Supremo sobre o contencioso eleitoral.

Por: Julinha Sana Sambú

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