A Igreja católica da Guiné-Bissau apela aos atores políticos e os responsáveis dos órgãos de soberania para colocarem em primeiro lugar o interesse do país na resolução da crise política que assola o país há três anos

O apelo foi feito, esta quinta-feira (08), pela diocese de Bafatá, reunida no seu secretariado diocesano de pastoral, para avaliar os últimos três anos pastorais e programar os próximos três anos.

Entretanto, a situação político-institucional não passou despercebida nesta reunião.

O comunicado final assinado pelo bispo de Bafatá, Dom Pedro Carlos Zilli, e lido pelo vigário geral desta diocese, padre Domingos da Fonseca.

Durante os três dias do encontro cerca de cinquenta (50) participantes analisaram a situação política vigente no país e constataram “com tristeza” a situação de instabilidade que paralisou a pátria de Amílcar Cabral tais como a falta de confiança entre os órgãos da soberania e entre os actores políticos, os jogos de interesses individuais e de grupos e compra de consciência também mereceu a preocupação dos católicos.

“Estes e outros são factores que prejudicam o processo de construção de uma sociedade guineense onde reinam a confiança mútua e o clima de paz e tolerância, condições absolutamente necessárias para a estabilidade política e administrativa”, alerta o comunicado.

Os agentes de pastorais da diocese de Bafatá imbuídos pelo espírito da paz recorram à oração como arma mais forte para a construção de uma sociedade reconciliada para edificação da paz duradoura.

Aos atores políticos “responsáveis pelo bloqueio institucional, com consequências negativas na vida das populações” é pedido para tomarem consciência do seu papel na edificação da sociedade guineense mais estável e no processo de desenvolvimento integral do país;

Aos órgãos de soberania é pedido a promoção do diálogo interinstitucional e interpartidário, “como melhor forma para encontrar a saída desta crise”.

Os atores políticos são exortados a colocarem o interesse do país acima dos interesses particulares.

No entanto, a sociedade civil e a comunidade internacional devem continuar a envidar esforços na busca de uma solução consensual do impasse actual para que o país possa retomar o caminho do desenvolvimento.

Entretanto, na mesma senda a comunidades cristãs, unidas a todos os crentes em Deus, são chamados a redobrarem os seus empenhos de oração em favor da justiça, da reconciliação e da paz, e que seus membros participem como cidadãos activos na promoção da paz.”

Às comunidades cristãs o comunicado final pede união de todas em Deus e para que a verdade que liberta continue a inspirar acções de todos a favor do bem comum.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Casimiro Jorge Cajucam

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