O presidente de conselho episcopal de CPLL, Cardial Dom Manuel Clemento, afirma que é satisfatória verificar que na Guiné-Bissau existe entendimento inter-religiosa em prol da paz, da justiça e do bem comum.

Afirma Dom Manuel Clemento durante a visita à mesquita central de Bairro ajuda, esta segunda-feira, no quadro do XIVº encontro dos Bispos dos países lusófonos, que está a de correr no país desde o dia 16 do corrente e terminará na terça-feira. O encontro decorre sob o lema: “Diálogo inter-religioso na construção da paz e no desenvolvimento dos países lusófonos”.

“É bom nos verificamos como neste país em construção e até em reconstrução esta unidade existe em prol da paz, da justiça e do bem comum, porque todos nós creditamos num único Deus criador e isso dá-nos uma responsabilidade ainda maior para fazer um mundo melhor, confecção religiosa é uma realidade como verificamos e este é um dos melhor contributos para sociedade pacifica”, enaltece o Cardial.

Segundo o sacerdote os guineenses se encontram na unidade dos seus corações e dos seus projectos porque “este país e esta boa gente merecem um futuro ao tamanho do seu coração”.

O primeiro vice-presidente do conselho nacional Islâmico, Aladje Siradju Bari, disse que uma das razões para convidar os responsáveis da Igreja católica dos países da língua portuguesa à visitarem a mesquita é para poderem constatar a unidade entre as confecções religiosas guineenses em prol da unidade nacional.

“Se na verdade os religiosos seguiram os ensinamentos sagrados certamente que nunca negarão a verdade, o povo da Guiné-Bissau sempre é conhecido como um povo unido, por isso, nunca vamos permitir que ninguém nos divida, pertencemos a uma só mãe”, assegura.

Antes da visita a Mesquita central de bairro ajuda os bispos de Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Portugal e São Tomé e Príncipe, visitaram a universidade católica da Guiné-Bissau com intuito de conhecer de perto a funcionalidade desta instituição de ensino superior católica.

Os participantes no XIVº Encontro dos Bispos dos Países Lusófonos, que termina esta terça-feira em Bissau, afirmaram um «Compromisso pela Paz, pela Fraternidade Humana e a Vida em Comum no Espaço Lusófono», a concretizar no diálogo e em “acções conjuntas”.

O documento refere que o compromisso é manifestação da “vontade de continuar a aprofundar a reflexão e o diálogo e a desenvolver parcerias e acções conjuntas nos países lusófonos”.

O texto foi lido no final da Missa de domingo do Encontro dos Países Lusófonos, na catedral de Bissau, e convida “outros grupos religiosos, cristãos e muçulmanos” a “melhorar o seu envolvimento uns com os outros, começando na reflexão sobre valores compartilhados, desenvolvendo confiança, partilhando preocupações comuns e aprofundando o diálogo nas suas múltiplas possibilidades em conteúdo e forma”.

O documento lembra o “tempo de grande crise”, na actualidade, marcado pela “ameaça à família, a relativização dos valores e as alterações climáticas ameaçam a sobrevivência da família humana”.

“Face à crise, todos buscamos um sentido de vida; muitos recorrem à fé para encontrar sinais concretos de esperança”, refere o texto, acrescentando que “milhões de pessoas, e muito particularmente os jovens, põem os seus olhos nos líderes religiosos”, procurando “sinais, ideias e ações que façam a diferença”, afirma-se.

Os bispos lusófonos indicam que “o diálogo, a compreensão e a promoção de uma cultura de tolerância e aceitação dos outros e de convivência pacífica” ajudam a “reduzir muitos problemas económicos, sociais, políticos e ambientais”.

“A paz é dom de Deus e construção fraterna. Assim, com fé e confiança em Deus, juntos vamos construir a paz na fraternidade e na solidariedade, na convivência e na reconciliação, na justiça e na esperança”, conclui o documento.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Anézia Tavares Gomes

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