Um grupo de organizações que zelam pelos direitos das mulheres pede que seja feita justiça contra a mulher acusada de agredir e amputar o sexo do seu marido, na seção de Quisset, setor de Prabis, Região de Biombo.

Estas mulheres agrupadas na Rede Paz e Segurança para Mulheres no Espaço da CEDEAO (REMPSECAO) e Mindjer i ka Tambur, falaram à margem da visita feita à mulher agressora que teria praticado tal ato, sem, contudo, terem tido algum motivo de altercação para ser ao ponto de praticar tal ato na pessoa do seu marido.

Segundo relatos, tudo teria acontecido na sexta-feira passada, por volta das 5 horas da madrugada, em Quisset, quando a mulher, segundo testemunhas, pegou num instrumento de corte e tirou por completo o pénis do marido.

Relatos dos familiares dão conta de que o casal eram pessoas muito tranquilas, e uma fonte policial informou à nossa reportagem, que quando a agressora foi levada à polícia, e ouvida pelos agentes de ordem, afirmou que estava a proteger o seu marido do ataque de feitiçaria dos seus familiares, justificando que o ato foi contra sua vontade e nem tinha a intenção de cometer este triste caso.

Perante esta situação, a porta-voz da organização feminista Silvina Tavares, pede que a agressora seja assistida por um psicólogo, porque ao que tudo indica, encontra-se num total depressão e choque, o que deixou nela um estado de perturbação mental.

“Não existe algum argumento para justificar este ato. A única coisa que queremos é que seja feita a justiça e esperamos que a justiça seja célere”, exortam as mulheres guineenses.

Entretanto, durante a visita, a RSM sabe que a vítima não manteve nenhuma conversa com a organização das mulheres.

Já ontem, estas mesmas organizações da sociedade civil estiveram no hospital onde está internado a vítima e disseram à RSM, desconheceram ainda a situação real da saúde da vítima, porque ainda segundo relatos médicos, corre o risco de vida.

Silvina Tavares disse que a vítima conseguiu ter uma conversa tranquila com a sua organização onde informou-as de que relatou tudo de como tudo tinha acontecido.

“O marido disse que não tem alguma divergência com a mulher. Disse-nos que saíram de uma cerimonia tradicional e voltaram para a casa e deitaram junto. E, depois de vários cenários aconteceu isso”, explica Aissato.

Este é mais um caso de agressão contra gênero na Guiné-Bissau, desta vez no setor de Prabis onde uma mulher cortou o pénis do seu marido com alegadas justificações e estar a proteger o marido de feitiçaria. A RSM sabe que a agressora se encontra detida nas celas da Polícia Judiciária.

 

Por: Turé da Silva

Imagem: Internet

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