A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) está determinada a prosseguir durante os próximos três dias com a greve geral iniciada nas primeiras horas desta terça-feira na função pública nacional por entender que “ficou claro na última negociação a falta de engajamento do governo”.

Em conferência de imprensa hoje o porta-voz José Alves Té disse que a central sindical foi obrigado a fazer esta greve porque no encontro com o chefe do executivo, foram informados que a única missão deste governo é a realização das eleições legislativas.

“O primeiro-ministro voltou a nos informar na última reunião que o governo que está a liderar tem uma única missão que é a realização das eleições legislativas ou seja nas outras palavras está a dizer que o governo não vai cumprir com a sua obrigação neste caso porque comprometeu-se de fazer o reajuste salarial e perante este cenário, não nos resta nada de facto se não recorrer mais uma vez pela via de greve. Mas deixamos claro que para nós, a greve é o ultimo recurso que temos”, diz.

Entretanto nas rondas feitas esta manhã em algumas instituições públicas, a Rádio Sol Mansi constatou que apena funciona o serviço mínimo; por exemplo no Hospital Nacional Simão Mendes, maior centro hospitalar do país, no serviço da maternidade assim como no banco da urgência, maiorias das camas está vazia, porque pacientes são obrigados a abandonar o serviço a procura da clinicas para o atendimento.

A este propósito registamos a opinião de paciente e acompanhante sobre o prejuízo que a greve está a provocar, e lamenta a situação pedindo depois o entendimento o mais rápido possível entre o governo e o sindicato. “Estamos a sofrer, como eu fracturei as pernas duas vezes e até este momento não recebi nenhum tipo de tratamento por parte dos técnicos porque estão em greve. É bom que encontram a solução sobre o diferendo”.

Sendo assim o director clinico do Hospital Militar Júlio Nanfantché, confirmou a presença de alguns pacientes provenientes do Hospital Nacional Simão Mendes.

“Já estamos a receber alguns doentes vindos de Hospital Nacional Simão Mendes, mas como sabem, temos menos espaço em relação ao hospital nacional, portanto se aumentar os números dos doentes vamos ter a dificuldade de atendimento”.

A central sindical quer o cumprimento da nova grelha salarial já promulgada pelo Presidente da República e que visa, segundo a UNTG, reajustar o salário dos funcionários, que, passadas quase décadas, não beneficiaram de promoções na carreira, nem de aumentos salarial.

Por: Braima Sigá

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