O Sindicato Nacional dos Enfermeiros e Técnicos de Saúde (SINETSA) inicia uma greve de 7 dias, hoje quarta-feira, 16 de Setembro, para exigir ao governo a melhoria de condições de trabalho, entre outros pontos.

Numa entrevista à Radio Sol Mansi, esta quarta-feira, o presidente do Sindicato Nacional dos Enfermeiros e Técnicos de Saúde (SINETSA), Yoiô João Carreia, diz que a falta de cumprimento da ultima adenda assinada por duas centrais sindicais nos pontos relacionados ao sector de saúde.

“Exigimos o pagamento de subsídios de vela, isolamento, questão de novos ingressos que até agora não receberam o salario de mês de Agosto e o pagamento de três meses subsídio em atraso aos profissionais que trabalham nos casos de COVID-19”, conta o responsável sindical.

Acrescentando que no que refere ao “pacote legislativo” tem a questão de “ término de efectivação de novos ingresso” e outra está relacionada com “ a carreira” que devia ser aprovado “ o que não aconteceu até agora”, ainda tem a questão de “ código de deontologia profissional, estatuto de ordem de médicos”.

Correia afirma que o sindicato não só faz as exigências ao governo, mas também aos seus associados no sentido de fazerem uma “ auto-exigências” que possam “ regular” as suas actuações,

“Fase de condições de trabalho em termo de equipamento e protecção individual, também a questão de equipamento de radiologia nos centros de saúde de todas as regiões”, são apontados por Yoiô.

O sindicalista responsabilizou o governo pelas consequências que possam advir dessa paralisação, num momento em que a pandemia de COVID-19 assola o país.

“Temos a noção que estamos numa situação anormal, não devia acontecer mas também o governo tem que cumprir com a sua obrigação, vimos o tratamento dos técnicos de saúde em outros países do mundo, a Guiné-Bissau não é uma ilha isolada”, lamenta o dirigente lembrando que estar numa situação de pandemia não significa sacrificar os técnicos de saúde, por isso, pede a compreensão da população em relação às suas actuações, porque, segundo o responsável, essa luta não é para o governo melhor as condições dos técnicos mas também para melhorar as condições de atendimentos nos diferentes hospitais e centros de saúde do país.

O presidente do SINETSA, garante que as duas maiores centrais sindicais tomaram conhecimentos das suas paralisações, e assegura que as mesmas já fizeram as suas diligências junto ao governo para que a situação seja resolvida.

Apesar de esperar ter “uma resposta positiva, para breve, por parte do governo”, João Correia avisa que “caso isso não acontecer depois dos 7 dias dessa primeira fase da paralisação, seguirão com a segunda fase”.

 

Por: Anézia Tavares Gomes

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