O Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados e as organizações da sociedade civil garantem que, sábado (22) e domingo (23), estarão nas ruas para a marcha pacífica embora a objecção por parte do ministério do interior

No entanto, os movimentos da sociedade civil estavam reunidos, no início desta noite, em frente a casa dos direitos, para uma vigília demostrando o repúdio contra a proibição das manifestações. Na manifestação estava o presidente da Organização da Sociedade Civil

Numa entrevista exclusiva à Rádio Sol Mansi (RSM), o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto Mário da Silva, diz que a decisão do ministério vem limitar “abusivamente” os direitos fundamentais consagrados na constituição da república.

Para Augusto não existe fundamento na lei que pode suportar o posicionamento do ministério porque a realização de manifestação é um direito dos cidadãos “o que significa que os cidadãos fazem as suas manifestações e não precisam de autorização de quem quer que seja”.

“As forças de segurança têm só a obrigação de garantir segurança aos manifestantes e à ordem pública. Mas não é o que está acontecer. Estão a utilizar tudo e mais algum subterfúgio para tentar limitar abusivamente os direitos fundamentais expressamente consagrados na constituição da república”, acusa.

Questionado se a sociedade civil deve marchar amanhã, Augusto Mário da Silva diz que todos os cidadãos guineenses têm direito a manifestação desde que forem cumpridos requisitos legais estabelecidos na lei nº 03/92, da constituição da república.

Embora a objecção por parte das autoridades, Sumaila Djaló, porta-voz do movimento dos inconformados, garante que estarão nas ruas de Bissau para manifestar e as autoridades já foram informados, no entanto, espera-se que “cumpram com os seus deveres”.

“Esperamos a presença das nossas autoridades porque não podem ser os que violam as leis”, afirma.

Questionado pela RSM se não estão com medo de acontecer a mesma situação com as duas ultimas tentativas de manifestação, Sumaila Djalo diz que a existe preocupação “pela forma que as autoridades aliam com o poder tirano de ditatorial instituído no país por José Mário Vaz e seus seguidores”.

“Não temos medo porque se não, não estaríamos aqui na vigília e nem iriamos manifestar amanhã”, garante.

Esta seria a terceira tentativa de realização de manifestação para exigir o fim da crise no país.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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