O politólogo e comentador permanente dos assuntos políticos da Rádio Sol Mansi considerou, hoje (26), que se o presidente da República não cumprir a determinação da CEDEAO, será o comprometimento das alianças eleitorais das últimas presidenciais.

A consideração do Rui Jorge Semedo foi feita num olhar sobre actual situação política vigente no país, passados 4 dias depois do prazo estipulado pela CEDEAO para a formação de um novo governo com base nos resultados das legislativas de 2019.

Semedo adianta que Sissoco Embalo não tem condições de cumprir a decisão da Comunidade Económica dos Países da África Ocidental, CEDEAO, por isso imputou a responsabilidade ao Parlamento que não tem condições políticas para decidir em nome do presidente da República.

“Estamos perante desconsideração daquilo que foi recomendação da conferência dos Chefes dos Estados da CEDEAO que tinha reconhecido Umaro Sissoco Embalo como presidente da República a revelia do posicionamento do Supremo Tribunal de Justiça e de orientá-lo para reconhecer os resultados das eleições legislativas de 2019, que implica reconduzir ao poder o partido vencedor dessas eleições. Umaro Sissoco Embalo, visivelmente comprometido com as alianças eleitorais das últimas presidenciais, mostra que não tem condições de cumprir com a determinação da CEDEAO, por isso, imputa responsabilidade ao parlamento que não tem legitimidade ou condições políticas em nome do presidente da República”, considerou o politólogo.  

Em relação a responsabilidade assumida pelo presidente da Assembleia Nacional Popular de mediar a crise partidária para a formação de um governo de base alargada, Rui Jorge considerou que Cipriano Cassama desconhece o regimento, contudo afirma que Embalo cria contradição a si mesmo.

“A responsabilidade assumida pelo presidente da Assembleia Nacional Popular de mediar a crise partidária para a formação de um governo de base alargada, demonstra que desconhece o regimento, pois o presidente da República está criando contradição a si mesmo tendo em conta que foi ele quem reivindica o respeito aos resultados eleitorais, mas que no entanto, é contrário”, afirmou Semedo.

No que tangente a maioria parlamentar, o politólogo comentador dos assuntos políticos da RSM afirma que na maioria dos parlamentos modernos, o assunto é discutido numa única vez no início da legislatura e sustentando igualmente que Sissoco Embalo cria um ambiente desfavorável ao nível político.

“A maioria, nos parlamentos modernos, é discutida numa única vez no início da legislatura. O Presidente da República cria um ambiente desfavorável ao nível político, porque insistentemente aponta como solução a dissolução do parlamento sem permitir a aprovação da existência ou não da maioria parlamentar”, sustentou.

O chefe de Estado da Guiné-Bissau ameaça dissolver parlamento caso os partidos políticos com representação parlamentar não chegarem a um consenso até próximo dia 18 de mês de Junho, para a formação de um governo de base alargada, que segundo a vice-presidente do Partido Africano para Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) deve ser dirigida pelo seu partido.

A CEDEAO ordena o presidente da República a formar um novo governo até passado dia 22 do corrente, mas que no entanto, não teve sucesso. Embalo disse, ontem (25), que o que a CEDEAO disse não é solução e que irá tomar melhores decisões para os guineenses.

Por: Quina Nhaté

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