PROTEÇÃO CIVIL DIZ NÃO TER MEIOS PARA SALVAR VÍTIMAS DE NAUFRÁGIO NO MAR
O Serviço Nacional da Proteção Civil e Bombeiros afirmou que não dispõe de condições para salvar vidas em caso de naufrágio no mar, devido à falta de embarcações adequadas.
A informação foi avançada esta segunda-feira pelo Comandante da Corporação dos Bombeiros, Francisco Correia, durante o programa “Nô Segurança”, da Rádio Sol Mansi, que abordou o tema “Segurança no Mar”.
Segundo Francisco Correia, a Proteção Civil não possui embarcações pneumáticas nem equipamentos para mergulhadores (homens-rã), situação que considera preocupante caso venha a ocorrer algum naufrágio no país. Contudo, afirma que esses materiais são caros.
“No nosso caso, se acontecer um naufrágio no mar, não temos condições de realizar o resgate, sobretudo por falta de materiais como embarcações pneumáticas e equipamentos para mergulhadores. É uma situação preocupante, mas esses materiais são caros”, destacou o Comandante da Corporação.
Questionado sobre os fatores que provocam naufrágios na Guiné-Bissau, o Comandante considera que muitos dos acidentes resultam de negligência, apesar de o país possuir várias ilhas e intensa circulação marítima.
“Os naufrágios que acontecem na Guiné-Bissau não são como em outros países. Muitas vezes resultam de negligência, como por exemplo quando o combustível acaba durante a viagem da embarcação. No entanto, o país possui várias ilhas e há muita circulação marítima”, salientou Correia.
Francisco Correia aconselha os navegadores a consultarem a previsão meteorológica antes de cada viagem, respeitarem a capacidade de carga das pirogas e verificarem o peso transportado e a existência de coletes salva-vidas antes da partida.
“O capitão da embarcação deve seguir e acompanhar os conselhos dados pela meteorologia sobre o estado do tempo, controlar o peso transportado durante a viagem nas pirogas, assim como garantir a existência de coletes salva-vidas para cada passageiro. Contudo, deve lembrar que a previsão meteorológica não é totalmente fixa”, alertou.
O Comandante da Corporação dos Bombeiros defende ainda uma fiscalização mais rigorosa das embarcações clandestinas e das saídas consideradas arriscadas, como forma de garantir maior segurança no mar.
Por: Marcelino Iambi
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