O projecto do Desenvolvimento de Energias Domésticas Sustentáveis na Cidade de Bissau denominado “FUMUKABA” precisa de 2 bilhões de Francos CFA para cobrir toda a cidade de Bissau com gás butano.

A informação avançada, esta terça-feira, pelo coordenador da UCCLA durante uma entrevista no âmbito da cerimónia de encerramento do projecto, em Bissau.

Contudo a primeira fase do projecto beneficiou cerca de 170 mil cidadãos.

De acordo com Luís Machado, se não haver gás a um preço semelhante ao do carvão ou menos a situação não vai melhorar na Guiné-Bissau principalmente nas regiões.

“Continuação do Fumukaba necessitária ter no mínimo um valor de dois (2) bilhões de francos CFA para atingir toda a população da cidade de Bissau, outrossim, é preciso haver uma política energética clara em defesa do gás e ao mesmo tempo em defesa do próprio ambiente, das florestas só assim será possível ajudar a baixar o preço do gás na Guiné-Bissau”, sustentou o Coordenador da UCCLA.

O secretário-geral da Câmara Municipal de Bissau (CMB), Lente Fernando Embassa, diz que a instituição que representa pretende a continuidade do projecto para atingir toda a população da cidade de Bissau.

“A nossa instituição pretende a continuidade deste projecto há 100 por cento porque os 24 mil e 600 agregados familiares que receberam os kits por isso achamos de muito pouco ainda”, sublinhou o secretário-geral CMB.

O "Fumukaba", orçado em um milhão de euros, foi financiado em 90% pela União Europeia e em 10% pela Galp e teve como objectivo incentivar os guineenses a deixar de utilizar o carvão para cozinhar os alimentos, passando a usar gás.

O responsável do programa da União Europeia para a Agricultura e Desenvolvimento Rural, maior financiadora deste projecto, Ivo Sule Balde, garantiu que não há uma garantia para a continuidade do projecto fumukaba

“De momento não temos nenhum fundo para garantir a continuidade do projecto no país”, referiu Ivo Sule Balde.

O estudo de base realizado revela também que existe uma utilização excessiva de carvão e lenha na preparação de alimentos em Bissau, impactando a saúde e o ambiente. É por isso necessária a adopção de medidas assertivas para reverter a situação.

O projecto “Fumukaba” iniciado em Abril de 2018, o programa que devia terminar em Março de 2020, mais devido à pandemia de Covid19, foi alargado até 30 de Setembro do mesmo ano.

 

Por: Marcelino Iambi

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