O Presidente da República (PR) instruiu, hoje (20/01), o chefe do Estado-maior das Forças Armadas para que a partir de agora as cerimónias da deposição de coroas de flores no mausoléu de Amílcar Cabral, junto a fortaleza de Amura, sejam apenas reservadas ao Estado e não aos partidos políticos.

“Chefe do Estado-Maior a partir de hoje, enquanto eu, PR e Comandante Supremo das Forças Armadas este ato é um ato reservado unicamente pelo Estado, aqui é o quartel acabou esta bagunça, no dia em que Amura for transformado num museu porque há um projeto, os partidos políticos ou outras individualidades podem”, avisou o chefe do Estado, Umaro Sissoco Embalo, após depositar coroas de flores na campa do falecido fundador das nacionalidades guineense e cabo-verdianas, Amílcar Lopes Cabral, assassinado em Conacri, capital da república da Guiné, a 20 de janeiro de 1973, meses antes da proclamação unilateral da independência.

Embaló entende que as cerimónias de deposição de coroas de flores na campa do falecido Amílcar Cabral está a ser uma “bagunça” e avisa que “nenhum partido político tem o direito de continuar a fazer isso enquanto o local estiver a funcionar como estado-maior”.

Entretanto, horas antes o líder do Partido Africano para Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), partido pelo qual o falecido Amílcar Cabral é fundador, depositou coroas de flores, em homenagem aos 50 anos do seu assassinato, em declaração aos jornalistas, Domingos Simões Pereira avisa que quem insiste em querer apagar a história vai ficar fora da história.

“A simbologia pode ser posta em causa mas aquilo que representa nunca será apagado, quem insiste em querer apagar a história vai ficar fora da história”, avisa Simões Pereira, que no entanto diz que “ a África e a humanidade dão conta da perda que representou o desaparecimento prematuro do Amílcar Cabral só falta a Guiné-Bissau para dar conta e ser capaz de resgatar a sua memória”.

Amílcar Lopes Cabral foi morto a tiro, em Conacri, na noite de 20 de janeiro de 1973, poucos meses antes da proclamação unilateral da independência da Guiné-Bissau. Volvidos 50 anos, o então líder do PAIGC continua a ser evocado em vários quadrantes como figura carismática e herói, mas também como um teórico de um pensamento político bastante complexo, que defendeu a educação como um importante fator de desenvolvimento.

 

Por: Braima Sigá

 

 

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