Estudantes guineenses dispersos com gás lacrimogéneo e agredidos pelas forças de segurança que impediram a marcha dos estudantes guineenses, que deveria começar do espaço verde do bairro d´Ajuda ao palácio do governo, exigindo a abertura das aulas nas escolas públicas

Igualmente os estudantes exigem a publicação das notas nas escolas de formação superior dos professores. Os estudantes projectam uma manifestação pública ainda hoje (08).

Últimas informações dão conta que alguns estudantes foram levados ao hospital na sequência da inalação do gás lacrimogéneo e outros foram presos pelas forças de segurança que ainda continuam no local.

Esta manhã, numa entrevista á RSM, Alfa Umaro Só, colectivo das Associações dos Alunos da Escolas Públicas e Privadas, diz que mesmo com a situação a luta pela reivindicação do direito á educação continua.

“Lançaram gás lacrimogénio e expulsaram os estudantes do recinto escolar onde estavam a reunir. Alguns dos nossos colegas desmaiaram, foram hospitalizados e presos mas a nossa luta vai continuar porque, para a próxima semana, vamos marcar mais uma marcha pacífica”, admite.

Alfa Umaro Bá pede a colaboração dos pais e encarregados de educação a não mandarem, amanhã, os seus educandos para a escola. Aos estudantes que estão a queimas pneus e lançar garrafas são pedidos ponderação.

“Que os pais e encarregados da educação das escolas privadas compreendam as nossas reivindicações e que não mandem os seus educandos para a escola. Estamos a ser perseguidos se as nossas marchas não se realizarem, então nenhuma outra manifestação vai ter lugar na Guiné-Bissau”, exorta.

A situação provocou o não funcionamento das aulas na Faculdade de Direito de Bissau. O presidente da Associação Académica, Osvaldo Oliveira Té, lamentou o ocorrido que provocou no espancamento de três dos seus associados.

Entretanto, uma delegação do governo reuniu, esta manhã (08), com a Associação dos Pais e Encarregados de Educação e com as organizações estudantis.

A marcha pacífica projectada pelas três organizações vem no âmbito de sucessíveis vagas de greves que afectam o ensino guineense devido a reivindicações dos três sindicatos dos professores que reclamam a implementação da carreira docente.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Marcelino Iambi

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