Maioria dos partidos políticos da Guiné-Bissau não concorda com a data de 18 de novembro para a realização do escrutino tendo em conta o factor tempo e, no entanto, protesta a forma como o processo eleitoral em curso está a ser conduzido

A posição dos políticos foi transmitida, ontem (03/04), no encontro promovido pelo chefe de Estado, José Mário Vaz, no palácio da República, onde a maioria dos participantes não tem a representação parlamentar.

O encontro visa registar a opinião dos políticos guineenses, face ao processo eleitoral em curso no país. Na qual estavam presente os partidos políticos com e sem assento parlamentar, sociedade civil, líderes religiosos, plataforma das mulheres facilitadora, governo, CNE e GTAPE.

Os grandes ausentes do encontro são o PAIGC, o PND, a UM e o PCD, que sustentam que já mantiveram encontros com o chefe do executivo que poderá transmitir ao presidente as suas posições face a realização das legislativas.

Entretanto, após à auscultação, o presidente da república, diz não estar em condição de anunciar, naquele momento, se a data de 18 de Novembro é viável ou não para a realização da eleição.

Mário Vaz exorta o chefe do governo a abrir o formato da negociação com caracter da urgência com os partidos políticos com e sem assento parlamentar “porque o nível da confiança entre os políticos é muito baixo e se continuar assim é muito perigoso nos próximos tempos.”.

“Então o primeiro-ministro tem por obrigação com a sua estrutura a fim de trabalhar para que o nível da confiança possa subir”, responsabiliza.

Depois do encontro, ouvido pela imprensa, o chefe do governo Aristides Gomes, continua determinado em continuar a trabalhar para que a data de 18 de Novembro seja concretizada.

“Eu recebi um mandato para 18 de novembro e vou trabalhar para 18 de novembro, a realidade que dirá da evolução real das coisas. Sobre a base das discussões não fui eu também que exclui, eu baseei no quadro jurídico que me foi oferecido, que era o acordo de Conacri remodelado pelo acordo de Lomé, portanto para não ser arbitrário eu tinha que ficar neste limite, agora se aqueles que assinaram os acordos acharem que o quadro deve ser extensivo aos partidos sem assento, eu não tenho inconveniência nenhum”, justifica.

No encontro com o presidente da república, apenas opinaram os partidos políticos e o governo, os restantes convidados como a sociedade civil, os líderes religiosos, a plataforma das mulheres facilitadora, a CNE e o GTAPE são observadores, isto segundo o formato apresentado pelo Presidente da República, logo no início do encontro.

No entanto, a ministra da administração territorial, Ester Fernandes, em declaração a imprensa, esta semana, afirma que até aquele momento já foram recenseados 30 mil eleitores num período de 12 dias.

Já a Comissão Nacional das Eleições (CNE), prevê a inscrição de 900 mil potenciais eleitores para legislativa de 18 de Novembro, perante o facto os partidos políticos presentes no encontro com o presidente da República sustentam que isso significa que num mês de recenseamento com 150 kits disponível, o país vai conseguir recensear apenas 300 a 400 mil eleitores “o que significa que muitos eleitores vão ser excluídos do processo”.

O recenseamento deve acabar no dia 20 do mês em curso, e os restantes kits chegarão ao país nos próximos dias, segundo anunciou o embaixador da Nigéria, esta semana.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Siga

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