A juventude dos partidos assinantes do acordo da incidência parlamentar para uma estabilidade governativa anunciou hoje (22 de maio) que o novo primeiro-ministro vai entrar em função amanhã (23) sem que o chefe do Estado lhe nomeia.

Anúncio foi feito pelo presidente da comissão organizador da segunda etapa da manifestação das estruturas juvenis dos partidos assinantes do acordo da incidência parlamentar para uma estabilidade governativa (PAIGC, APU-PDGB, UM e PND) e outras formações partidárias do espaço da concertação politica, Ussumane Camara, numa declaração à imprensa na praça do Mártires de Pindjiquite em que estavam mais de mil jovens para exigir do Presidente, José Mário Vaz, a nomeação do novo primeiro-ministro saída das eleições legislativas de 10 de março.

“Nós enquanto povo e os que votarem (nas eleições legislativas) decidimos nomear o novo primeiro-ministro para que assuma o destino do país a partir de amanhã (23.05) e se o Presidente da Republica quer, pode ficar com o seu decreto três, quatros e cinco anos, o problema é dele” protesta, e na prática a nomeação não concretizou como era previsto.

“ Estamos perante um ato informal e o ato formal é um direito reservado pelo Presidente da Republica, mas nós em quanto povo um ato simbólico é a manifestação de um sentimento de um povo em ralação ao seu direito”, diz para depois explicar que “ Domingos Simões Pereira, não está no local para ser empossado. Tudo isso é a estratégia da organização e depois da nossa saída aqui, vamos encontrar com ele na sua residência (privada) e torná-lo o novo primeiro-ministro da República” garantiu.

Entretanto, Camara promete continuar com as manifestações até que o presidente cumpra com a sua obrigação constitucional (nomeação do primeiro-ministro).

Manifestação teve início por volta das 9 horas no espaço verde de bairro Ajuda de forma pacífica assegurada pelas forças policias com itinerário final na praça dos Mártires de Pinjiguinte.

Durante o percurso a RSM, registou opinião de alguns manifestantes e ambos foram unanimes em exigir o presidente guineense que nomeie o primeiro-ministro respeitando vontade do povo expresso nas urnas conforme manda a constituição porque “a situação é exaustivo” protestam.

A manifestação de hoje foi organizada pelas juventudes partidárias dos partidos que representam a maioria parlamentar na Guiné-Bissau, depois de realizadas as eleições legislativas de 10 de março.

Mais de dois meses depois das eleições, o Presidente guineense ainda nomeou o primeiro-ministro, o que vai permitir a formação de um Governo.

A Guiné-Bissau está a viver um novo impasse político dois que teve início com a eleição dos membros da mesa da Assembleia Nacional Popular.

Depois de Cipriano Cassamá, do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), ter sido reconduzido no cargo de presidente do parlamento, e Nuno Nabian, da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) ter sido eleito primeiro vice-presidente, a maior parte dos deputados guineenses votou contra o nome do coordenador do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), Braima Camará, para segundo vice-presidente do parlamento.

O Madem-G15 recusou avançar com outro nome para cargo e apresentou uma providência cautelar para anular a votação, mas que foi recusa pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Por outro lado, o Partido de Renovação Social (PRS) reclama para si a indicação do nome do primeiro secretário da mesa da assembleia.

O parlamento da Guiné-Bissau está dividido em dois grandes blocos, um, que inclui o PAIGC (partido mais votado, mas sem maioria), a APU-PDGB, a União para a Mudança e o Partido da Nova Democracia, com 54 deputados, e outro, que juntou o Madem-G15 (segundo partido mais votado) e o Partido de Renovação Social, com 48.

Em declarações à imprensa, o Presidente guineense justificou o atraso na nomeação do primeiro-ministro com a falta de entendimento.

"Não temos primeiro-ministro até hoje, porque ainda temos esperança que haja um entendimento entre partidos políticos na constituição da mesa da Assembleia e porque o Governo é da emanação da Assembleia", disse.

Na semana passada, as juventudes dos partidos com maioria parlamentar também saíram à rua a exigir a nomeação do futuro primeiro-ministro..

Por: Braima Sigá

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