Mais de que quatro centenas de crianças e jovens guineenses correm o risco de perder o presente ano escolar (2017/2018) devido a circuncisão que está a ser praticada na capital Bissau

Dados revelados, esta terça-feira (06), numa conferência de imprensa do Conselho Consultivo Nacional de Crianças e Jovens da Guiné-Bissau e o Parlamento Nacional Infantil.

O presidente do Conselho Consultivo Nacional das Crianças e Jovens da Guiné-Bissau, Nhanna Apami Intchami, chama a atenção na urgente da intervenção das autoridades competentes para travar a prática.

“Se isso não for travado provavelmente vamos ter novecentas (900) crianças que vão abandonar as aulas neste ano lectivo, caso não for o caso vamos avançar com vigilas para revindicar pacificamente onde todas as organizações que defendem os direitos das crianças vão vestir de cor branca e com vela nas mãos para manifestar a nossa indignação sobre a circuncisão que está a ser praticada neste período das aulas”, ameaça.

Para o presidente do Parlamento Nacional Infantil, Júnior Sebastião Tambá, os pais e encarregados da educação devem cuidar dos seus filhos em casa para evitar a fuga para barracas de fanado.

“O momento não é a apropriado para esta prática, o momento é das aulas e se a criança for submetida a circuncisão significa que ela vai perder o ano lectivo porque elas vão ficar mais de dois meses”, alerta.

Entretanto sobre o mesmo assunto ouvimos, esta manha (06), a socióloga guineense, Cadija Mané, que considera de grave esta situação “sobre tudo neste período”

“Mais grave ainda é quando não há uma política que proíbe as crianças participarem nesta pratica nos momentos das aulas e quando não há um documento escrito e uma estratégia por parte do Estado para proteger as crianças deste tipo de situação, apesar de ser uma prática cultural, mas toda prática cultural tem o seu período adequada”, critica.

Para Cadija Mane, o momento das aulas é um “importante” e o ano lectivo tem nove meses, “este período é importante para que estas crianças possam desempenhar os seus papéis em quanto estudante”.

“Esta prática devia ser feita nos períodos das férias”, sugere.

“O autor desta prática acha que tem a força de enfrentar o Estado, e os pais não estão talvez fortemente sensibilizados de que é importante que os seus filhos fossem as aulas”, sustenta.

As informações disponíveis apontam que está previsto ainda abertura das outras barracas da circuncisão em outras periferias de Bissau.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Siga

Imagem: Braima Siga

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