O ministério da Agricultura e Florestas apontou as regiões de Gabú, Cacheu, Biombo e Oio como as mais afectadas pela insegurança alimentar com as taxas variáveis em torno de 36 a 39%.

Os dados foram avançados hoje (12/2) pela ministra Nelvina Barreto, no ato de abertura do seminário de restituição e de validação nacional dos resultados do inquérito da Insegurança Alimentar feito em Setembro de 2019, pelo Ministério de Agricultura em colaboração com o Programa Alimentar Mundial.

“ De Setembro de 2016 à Setembro de 2019, a insegurança alimentar aumentou 3,6% nas famílias rurais, embora a diferença entre as populações afectadas não seja estatisticamente significativa. As regiões de Gabú, Cacheu, Biombo e Oio foram as mais afectadas pela insegurança alimentar com taxas variando em torno de 36 a 39%.

Por outro lado, as taxas mais baixas são encontradas nas regiões de Bafatá, Quinará e Bolama Bijagós que se situam abaixo de 20% e os agregados familiares chefiados pelas mulheres são mais afectados pela insegurança alimentar do que chefiados por homens”, avançou a titular da pasta de agricultura.

Nelvina Barreto assegurou ainda que, as crises sociopolíticas relacionadas com as mudanças climáticas e faltas de apoio público na área agrícola, são condicionamentos que agravam as múltiplas carências das populações das zonas rurais.

“As crises sociais e políticas juntam-se ainda a problemas de natureza social e ambientais relacionadas com as mudanças climáticas nomeadamente, alteração do regime de chuvas, o êxodo rural, as migrações internacionais, a diminuição da mão-de-obra disponível para os trabalhos agrícolas e falta de investimento e apoio público na agricultura agravam todos estes factores conjugados a múltiplas carências da população mas, com particular ênfase para as comunidades rurais”, rematou.

Entretanto, o Ponto focal do Sistema de Seguimento da Insegurança Alimentar (SISSAN), Miguel de Barros, defendeu que o país tem que criar as capacidades para ter um sistema de anti fragilidade que põe em causa a possibilidade de construção da sua estabilidade alimentar, produtiva, económica e política, sustentando ainda que, “ quando o país não tem um Orçamento Geral de Estado que financia o sistema nacional de produção estatística, obviamente que o serviço nacional estatístico produzirá os dados que um contratante quiser que produza”.

Por: Quina Nhaté   

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