Apesar de a Guiné-Bissau ter registado, nos últimos sete dias, nove (09) casos positivos do coronavírus, muitos guineenses ainda estão a ignorar por completo as recomendações sobre o confinamento social e de distanciamento pessoal, os factos acontecem aos olhos das autoridades

Na ronda feita esta manha pela Rádio Sol Mansi (RSM), no mercado de Caracol e nas ruas dos bancos comercias da capital Bissau as recomendações das autoridades sanitárias não estão a ser cumprida. Vê-se aglomeração das pessoas que não respeitam as mínimas recomendações e inclusive a maioria estava sem marcaras de protecção.

O mercado de Bandim, o maior da capital Bissau, estava aberta desde manhã e os cacifos foram fechados só por volta das 11h05 minutos, nos mercados as pessoas interlaçaram enquanto os alimentos eram vendidos na maioria sem mínimas condições higiénicas.

Este é o ambiente do mercado de Caracol e Bandim as movimentação está normal como se não houvesse nada, as pessoas estão muito aglomerados sem uso das mascaras e cumprimento da distanciamento entre as pessoas.

Nos bancos as regras apenas estão a ser cumpridas só no interior do edifício, e no entanto, no exterior, as pessoas aglomeraram aproxima-se uns aos outros.

As viaturas públicas, proibidas de circular, agora são substituídas com motorizadas que cobram a partir de 500 «circulação dentro da cidade de Bissau» e 4000 francos cfa «de Bissau ao interior», as mesmas motorizadas levam até 3 pessoas incluindo crianças e o facto acontece aos olhos das autoridades policiais colocadas nas ruas.

Ainda apesar do reforço das autoridades nas ruas, as viaturas privadas que são autorizadas a circular deveriam levar no máximo quatro pessoas, o facto não acontece e as duplas cabines superlotam e levam pessoas fora da cabine.

Face a este desacato da população sobre orientações das autoridades sanitárias neste período da pandemia da codiv-19, em que as autoridades já anunciam nove casos positivos e quarenta suspeitos no país, a porta-voz do Centro de Operações de Emergência de Saúde, Aissato Forbs Djalo, pediu as populações para evitarem este tipo de comportamento, porque a aglomeração é um do factor de risco da contaminação do vírus.

“Para cumprir a medida a população deve colaborar. (…) Só autoridades sanitárias não podem fazer face ao vírus e vimos que outros países com maiores condições não conseguiram conter o vírus. Neste momento é necessário, com todas as dificuldades sanitárias e de infra-estruturas, é a colaboração da população”, exorta.

Entretanto, hoje (02), em entrevista à Rádio Sol Mansi o médico guineense e ex-director do Laboratório Nacional da Saúde Pública, Plácido Cardoso, chama atenção aos utentes no sentido de evitarem a aglomeração sem que as autoridades adoptam as medidas. Para o médico as pessoas devem ser conscientizadas sobre o perigo do contágio.

“Nós «populações» devemos ter presente estes aspectos sem a intervenção das autoridades porque é uma questão de sensibilização e de educação. Devemos habituar a este exercício porque devemos seguir sempre regras porque é um exercício cívico”

No entanto, a RSM tentou e sem sucesso uma entrevista com o presidente interino da Camara Municipal de Bissau, sobre o não cumprimento das medidas de distanciamento sobretudo nos mercados. Na CMB a RSM foi informada que o actual presidente estava em reunião de trabalho.

Igualmente a RSM tentou sem sucesso uma entrevista no Ministério do interior sobre a desobediência em relação às medidas anunciadas e igualmente sobre os trabalhos das forças de segurança nas ruas do país.

O País já regulamentou a aplicação do Estado de emergência onde ficam em isolamento obrigatório, em estabelecimento de saúde ou em suas casas, as pessoas infectadas por coronavírus e as pessoas que as autoridades de saúde tenham considerado de suspeito.

O documento promulgado, ontem (01), adverte ainda que a violação da obrigação de isolamento, constituirá crime de desobediência, nos termos da legislação penal aplicada.

Entretanto, Apesar de ter sido decretado Estado de Emergência no país, jovens em diferentes Bairros continuam as suas actividades de convívio diário normalmente, acto constatado, pela Rádio Sol Mansi, no dia que o Centro da Operação de Emergência em Saúde disse que subiu para nove (09) casos positivos, o número dos infectados pela pandemia do Coronavírus

As autoridades guineenses deram orientações às pessoas para compra dos bens essenciais todos os dias das 07h00 as 11h00 (horas da Guiné-Bissau), neste período todo os mercados do país são abertos e com muita aglomeração das pessoas sem no entanto respeitar as regras do distanciamento.

Até neste momento, os Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP) registam 32 casos do novo coronavírus e três mortes vítimas da covid-19. Angola mantém o número de sete casos da doença e dois óbitos.

Em Moçambique, o número de infectados subiu de oito para dez, sem nenhuma morte. Cabo Verde tem seis casos da doença e um óbito.

A Guiné-Bissau registou agora nove infecções pela Covid-19, sem nenhuma morte. São Tomé e Príncipe ainda é único do PALOP que não registou nenhum caso da covid-19.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá

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