Os empreendedores de Artes Gráficas da Guiné-Bissau acusam o ministério da Educação Nacional de querer aniquilar os seus negócios com a nova medida que consideram de parcial e sem concurso público anunciado para produção de uniformes escolares.

A acusação foi feita esta segunda-feira (15) a Rádio Sol Mansi pelo porta-voz da confederação nacional de empreendedores de Artes Gráficas Gastão da Silva.

Segundo este empreendedor, com a medida do ministério da educação, várias empresas que tem contribuído na economia do país, através de impostos sem no entanto ter qualquer apoio do estado, terão que fechar as suas portas, levando vários jovens ao desemprego.

Fala-se de uma soma de mais de 5 bilhões de francos Cfa envolvidos neste processo de produção de uniformes para quase 700 mil alunos a nível de todo o país e até a data, não houve anúncio de nenhum concurso público para tal.

De acordo com a lei de concurso público do país, cada contrato de investimento acima dos 5 milhões de franco cfa entre uma entidade pública e privada, deve ser submetida a um concurso público para sua execução.

Na Guiné-Bissau, nos últimos anos tem-se aumento o número de jovens empreendedores dirigindo os seus próprios negócios.

 O sector das artes gráficas foi um dos sectores que se destacou nesta linha, e registou grande evolução com a abertura de pequenas empresas de jovens que empregam na média de 6 a 8 jovens.

 Durante a entrevista, Gastão da Silva, revelou que com pandemia da Covid-19, o sector tem sofrido grandes prejuízos e nunca teve o apoio do governo e mesmo assim continua a dar contribuições ao estado, sobretudo no que diz respeito aos impostos das finanças, Câmara Municipal de Bissau, indústria e os custos do consumo da electricidade.

Gastão da Silva conta ainda que a maior parte da produção destas empresas, depende da produção de uniformes das escolas que garantem anualmente os seus funcionamento e cobrir todas referidas despesas.

“Uma outra fonte que podia potencializar os empreendedores desta área seria a produção de grande custos e de despeças que os partidos políticos fazem durante a campanha eleitoral na produção de cartazes, camisolas, panfletos e outros matérias da campanha que podia fazer crescer os seus negócios, mas contrariamente, em várias ocasiões beneficiou somente os empreendedores gráficos de mercados de países da sub-região para onde os políticos recorrem deixando de lado os que dão contribuição para receita do estado” disse Gastão da Silva

Por outro lado Gastão da Silva chama atenção ao governo sobre a necessidade de dar mais atenção ao sector das artes gráficas, e pediu ao ministério da educação para suspender esta sua iniciativa até fim da pandemia. de Covid-19.

Por: Amadi Djuf Djaló

 

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