O secretário de Estado da Ordem Pública, Luís Manuel Cabral, manifestou a intenção de proibir o uso do véu islâmico no país. Porém, antes de avançar com uma medida concreta, o secretário de Estado da Ordem Pública decidiu ouvir o Conselho Nacional Islâmico sobre o assunto.

"Disseram-nos que querem tomar uma medida, mas pelo respeito que têm pelas comunidades religiosas, tanto muçulmana como católica e evangélica, foram obrigados a chamar-nos para não virmos a saber da medida repentinamente", declarou o porta-voz do Conselho Nacional Islâmico, Tcherno Siradjo Bari à saída do encontro mantido esta segunda-feira com o secretário de Estado da Ordem Pública.

O porta-voz do Conselho Nacional Islâmico disse ainda que a intenção do governo foi bem-recebida pela comunidade. 

"Da nossa parte estamos solidários. Se o Estado quer fazer este trabalho e pergunta-nos o que o Islão diz, respondemos que é proíbido mostrar todos os órgãos femininos, menos a cara e a palmas das mãos, e se estão a usar outros tipos de vestuário que esconde a cara isso já é outro problema", manifestou Tcherno Siradjo Bari.

Segundo Luís Manuel Cabral, secretário de Estado da Ordem Pública, o uso do véu, também conhecido por burca ou niqab, dificulta a identificação das pessoas, podendo constituir um entrave à identificação de pessoas envolvidas em situações irregulares ou na posse de objetos perigosos. 

"Admitamos que têm a cara toda tapada, se alguém estiver envolvido num crime como podemos descobrir? Não podemos. As irmãs da igreja católica também usam véu, mas permite identificar alguém que está envolvido numa situação irregular, diferentemente daqueles que têm a cara toda tapada. Não conseguimos saber se se trata de um homem ou mulher, ou o que pode esconder debaixo da roupa, pode ser um objetivo explosivo, cortante", justificou Luís Manuel Cabral.

Depois de ouvida a comunidade islâmica, Luís Manuel Cabral disse que o próximo passo é apresentar ao primeiro-ministro o teor do encontro com o Conselho Nacional Islâmico.

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