O ministro de Administração Territorial e Poder Local do governo em exercício na Guiné-Bissau prometeu resolver definitivamente o conflito de posse de terra entre aldeia de Elias e Arrame, da secção de Suzana, norte do país. O conflito perdura há mais de duas (02) décadas

A promessa do governante foi feita, esta segunda-feira (25), após os encontros separados com os populares destas aldeias que voltaram estes dias em conflito com a arma de fogo sobre posse de terra que culminou com a perda de vida de uma pessoa.

Fernando Dias, apesar de reconhecer que o conflito entre estas duas aldeias é complexo, sustenta que os comités e régulos das ambas partes devem assumir as suas responsabilidades em como encontrar uma solução pacífica.

“Peço aos régulos e comités de cada parte que assumam o seu papel enquanto mediadores e ajudar a criar equilíbrio para que nenhuma parte revoltar. Criaremos uma comissão com diferentes partes das tabancas em conflito para ultrapassarmos estes problemas definitivamente e esperamos que as pessoas a serem indicadas que sejam líderes de opinião porque iremos procurar uma solução por via pacífica”, explica.

Não obstante o pedido feito, mas o titular da pasta da Administração Territorial e Poder Local ameaça que caso não houver o consenso no encontro que vai ser realizado em São Domingos, ainda sem data fixada, estre as aldeias em conflito, a zona em litígio vai ficar a favor do Estado.

“Se não conseguirmos chegar a um entendimento, o Estado irá optar pelo uso d força. A área em disputa não irá pertencer a ninguém porque a terra é do Estado. Ninguém pode desobedecer mais as regras”, ameaça.

O governante disse ainda que o país está perante um problema complexo e de diversos objectos em termos do conflito e daí que deve ser resolvido caso-a-caso.

O governo de Nuno Nabiam adverte ainda que não haverá tolerância contra quem desobedecer as instruções deixadas para ultrapassar o problema.

“Contra estas pessoas (quem desobedecer) não haverá nem discussão e nem tolerância e imediatamente irá ser preso porque não podemos ter alguém entre nós a criar problemas”, enfatiza.

Em relação a utilização da arma do fogo que agora é constante no conflito entre estas aldeias, Fernando Dias disse que a partir de agora é proibido a utilização da arma de fogo e remete a responsabilidade da fiscalização aos comités e régulos.

Populares de Suzana querem intervenção judicial

Entretanto, a margem do encontro separado promovido pelo ministro de Administração Territorial e Poder Local, com os populares destas aldeias em conflito, o presidente da Associação dos Filhos e Amigos de Secção Suzana (AFASS), norte do país, pediu o ministro de Administração Territorial e Poder Local para encontra “com a maior brevidade possível” a solução extrajudicial sobre o conflito de posse de terra entre aldeias de Elias e Arrame, caso contrário que seja ditada uma sentença final para pôr cobro ao conflito.

Para o comité de Arrame, Muimo Sanha, a única solução sobre este conflito entre Arrame e Elias, é a intervenção judicial e pede que sejam rapidamente adoptadas medidas.

A mesma ideia é defendida pelo comité de Elias, Ernesto Djata. Segundo ele é urgente a intervenção do Estado para solucionar deste conflito que perdura há anos.

No entanto, o ministro de Administração Territorial e Poder Local, disse que a situação do conflito sobre posse de terra entre aldeias de Elias e Arrame, vai ser resolvido de forma definitivamente.

O conflito sobre posse de terra entre Elias e Arames durou mais de 20 anos e desde finais do ano 2018, o caso ganhou outro ritmo sobretudo quando a aldeia de Djobel [uma pequena ilha], que sofreu muito com a mudança climática, precisavam de deslocar para parte continental.

O conflito agora está a ser frequente no país, há quase duas semanas os populares das aldeias de Cufongo e Bijimita, nos arredores de Quinhamel região de Biombo, envolveram-se nos confrontos físicos, tendo um homem disparado uma arma de fogo.

O disparo provocou a morte de um jovem no local. A outra vítima acabou por morrer já no hospital em Bissau.

O conflito ocorreu devido às disputas entre as duas comunidades pela posse de um campo de plantações de caju - principal produto agrícola e de exportação dos guineenses.

Em Tite, Djabada Porto, a polícia local disse que está em risco de colidir um conflito de posse de terra entre as 4 tabancas. Segundo a polícia a situação poderá ter contornos indesejáveis e é a hora da autoridade nacional intervir urgentemente.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá

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