A Federação Nacional dos Estabelecimentos do Ensino Privado da Guiné-Bissau mostrou o seu desagrado com a marcha dos alunos das escolas públicas que envolveu violência entre polícias e manifestantes

Esta segunda-feira (11), em Bissau, numa conferência de imprensa, o porta-voz da federação, Valdir da Silva, lamenta ao mesmo tempo que solidariza com as vítimas do incidente que provocou ferimentos graves e danos materiais de bens privados.

“Solidarizamos com as escolas privadas vítimas de vandalismo por indivíduos não identificados igualmente e solidarizamos com os alunos das escolas públicos vítimas dessas sucessíveis greves”, sustenta.

Ainda o colectivo responsabiliza o governo “pela inactividade e pela falta de diálogo franco e sereno” com os sindicatos desembocando-se nos acontecimentos dos dias 07 e 08 de Fevereiro.

“Exortar os partidos políticos, as bancadas e os parlamentos dos bairros, as associações juvenis de base a não envolveram os seus associados, militantes e simpatizantes em eventos pacíficos promovidos pelos estudantes tirando proveitos pessoais”, pede.

Valdir da Silva diz ainda que pretendem com isso mostrar a tristeza da federação com o acontecido do dia 08 onde alguns manifestantes foram feridos e presos.

“Também mostramos a indignação e a nossa tristeza com os actos desses dias e pretendemos com isso negociar com os estudantes, com os sindicatos e sobretudo pedir ao governo que cumpra com o seu dever de tutela do sector do ensino”, realça.

Questionado sobre a posição da federação caso os alunos das escolas públicas voltarem mais uma vez as manifestações, o porta-voz responde que irão apoiar uma marcha pacífica e não desordeira sem provocar austeridades e violências.

“Porque o direito a educação é um direito consagrado na nossa constituição da república e o Estado tem que dar a educação aos seus cidadãos, mas não podemos também ficar a paralisar toda a hora porque temos as nossas despesas a pagar e não podemos ficar parados por causa de um problema que o Estado não sabe e não tem capacidade de resolver”, avisa o porta-voz.

Ainda na mesma conferência de imprensa, a Federação Nacional dos Estabelecimentos do Ensino Privado da Guiné-Bissau, apela os sindicatos e os docentes a não partidarizarem os seus órgãos, cumprindo sempre o seu papel de educador.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Anézia Tavares Gomes

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