O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou esta terça-feira que a economia da Guiné-Bissau cresceu de 4,7% para 4,8% em 2015. Félix Fisher falava durante o balanço de sete dias de trabalhos de avaliação da economia nacional.

Segundo Félix Fisher, as receitas arrecadadas pelo governo contribuíram para esse crescimento, enquanto a crise política teve um impacto negativo sobre a economia.

"A crise política que havia como impacto negativo, porquê? Porque alguns contratos não podiam ser assinados, por falta de ministro. Ao mesmo tempo, havia um impacto positivo. Como sabe, as receitas do governo, têm sido superior ao que foi esperado. Mais receitas, o governo também tinha mais espaço para gastos públicos, então havia uma componente de aceleração de crescimento da economia", avançou o chefe da missão do FMI.

Para além da avaliação do desempenho da economia nacional, a missão do FMI começou a discutir com o governo os princípios que devem nortear o orçamento de 2016. De acordo com Félix Fisher, o governo não deve fazer despesas para além das suas possibilidades para impedir o aumento da dívida pública.

"Apenas discutimos alguns princípios que o governo quiser implementar em 2016. Vai-se continuar com o princípio de gastar só o que o governo tem, quer dizer que não se vai incrementar a dívida pública e que deveria-se terminar o ano com um pequeno colchão de depósitos que vai permitir ao governo no ano próximo poder pagar os salários de janeiro e fevereiro, porque tipicamente estes dois meses são meses durante os quais as receitas são baixas todos os anos", concluiu o responsável.

A missão do Fundo Monetário Internacional encontra-se em Bissau, depois da crise que abalou o país durante dois meses, para avaliar a implementação das reformas estruturais que justificaram o empréstimo de 24 milhões de dólares à Guiné-Bissau, em julho deste ano.

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