É comemorado, hoje (01 de Junho), o dia internacional das crianças. Apesar disso, uma boa parte das crianças guineenses nunca viveu este dia e nem conhece os seus direitos.

Apesar do país ter rectificado a convenção internacional dos direitos das crianças, as crianças guineenses continuam a ser violadas sexualmente pelos próprios pais ou familiares, ainda persiste o fenómeno de casamento precoce e forçado e o fenómeno das crianças talibés.

Laudelino Medina, Secretário Executivo da AMIC, que falava no acto da entrega da cesta básica às meninas acolhidas pela AMIC e que já foram reintegradas, explica que a justiça penal da Guiné-Bissau tem dificultado o desenvolvimento humano das crianças guineenses.

O fenómeno das crianças talibés continua a ser uma das maiores preocupações da Instituição que zela pelos direitos das crianças.

Laudelino explica que desde que foi anunciada a chegada do coronavírus no país, a 25 de Março de 2020, foram criadas estratégias para a retirada das crianças talibés nas ruas.

Apesar das medidas anunciadas pelas autoridades nacionais para evitar a contaminação e a propagação do vírus corona, as crianças talibés continuam nas ruas, esquecidas e abandonadas. Elas por vezes vivem ao céu aberto, andam descalços e nem ao menos usam máscaras.

A AMIC pede que sejam dadas atenções especiais às crianças em mendicidade e às crianças deficientes sobretudo neste período do coronavírus.

Os direitos das crianças são consagrados na constituição da república, na declaração universal dos direitos humanos e em várias convenções internacionais assinadas pelo governo, mas apesar disso parece que as autoridades nacionais nada fazem.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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