O Parlamento Nacional Infantil (PNI) promove advocacia, junto dos parceiros, para uma participação massiva das crianças guineense na esfera da tomada de decisão. As crianças dizem ser maltratadas e desprezadas.

Falando só à RSM, o presidente do Parlamento Nacional Infantil, Leone da Costa, disse que querem que as crianças sejam envolvidas para diminuir os casos de violações dos direitos de crianças na Guiné-Bissau. Leone disse ainda que ultimamente na Guiné-Bissau, as crianças são negadas o direito á escola e à saúde.

Para este ano de 2022, o PNI tem em manga várias atividades conscientizando os adultos sobre o respeito aos direitos das crianças guineenses.

As crianças dizem ser marginalizados embora com papel fundamental no processo social do país, eles desafiam os governantes a pensarem no que é preciso para atingir o desenvolvimento.

Na mesma entrevista à RSM, a vice-presidente do PNI, Djarai Djaló, insta que os políticos e em especial os deputados a terem em agenda os interesses nacionais.

Igualmente, o Presidente do PNI diz estar preocupado com o abando à escola das meninas e do fenómeno de casamento infantil que, apesar do peso da lei, ainda é prático no país

Leone da Costa disse que o fato acontece porque as pessoas relegam a educação para o segundo plano, mas, lembra que uma criança bem-preparada poderá ajudar na sustentabilidade da sua família.

Ele quer que os pais entendam a importância de educar as crianças, porque um país sem educação é um país a beira do desaparecimento.

As crianças dizem estar preocupadas com o fenómeno da Mutilação Genital Feminina que ainda continua no país. Djarai Djalo pede o fim da prática que coloca em risco a vida das crianças e mulheres guineenses.

Para este ano, o PNI pretende realizar várias atividades de conscientização que visa diminuir as sistemáticas violações dos direitos das crianças.

No país, aumentam-se as denúncias sobre as violações dos direitos das crianças. Há mais de 1 ano que as crianças guineenses estão sem escola e saúde.

No ano passado várias crianças foram maltratadas e uma morta pelos encarregados da educação. Nas ruas continuam as crianças pedintes, mal vestidas, descalças e sem mínima proteção.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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