No quadro da celebração do dia do consumidor, hoje (15 de Março), a Rádio Sol Mansi (RSM), saiu às ruas de Bissau para recolher opiniões dos consumidores relativo a este dia

Os consumidores pediram mais cuidados com os produtos importados, e querem que sejam importados só os produtos de qualidade caso contrários estariam a colocar em causa a saúde pública.

“Queremos o engajamento das autoridades no controlo dos produtos alimentícios que entram no país. No mercado o preço dos produtos da primeira necessidade está a aumentar a cada dia e um exemplo é a cebola que chegou até 500 cfa cada um”, apelam os consumidores.

Os guineenses apelam á Empresa da Luz e Água (EAGB) a melhoria do fornecimento da água potável na cidade de Bissau e nas regiões.

Consideram de fraude serviços que as redes de telecomunicações prestam aos seus utentes.

“Cortam as chamadas durante o processo mas mesmo assim continua a descontar e reembolsam isso e também desactivam os dados móveis na mesma situação, por isso na minha opinião os serviços são péssimos”, reclamam os guineenses ouvidos pela RSM.

As críticas dos guineenses englobam as diferentes instituições públicas e privadas do país.

Aumento do preço dos produtos de primeira necessidade

Durante uma entrevista alusivo ao dia mundial dos consumidores, sob o lema “vivam os direitos de consumidores”, o presidente da Associação dos Consumidores de Bens e Serviços, afirma que no ano 2018 o aumento de preço dos produtos de primeira necessidade foi de 2,9%, principalmente nos peixes, carnes e legumes.

Bambo Sanhá lamenta ainda o aumento de 3,0%, no tocante às rendas de casas, da água, luz, gaz e carvão de cozinha e “tudo isso constitui um fardo muito pesado sobre o consumidor já carenciado, desequilibrando o seu poder de compra”.

Bambo Sanha lamenta ainda a qualidade de serviço que as redes de telecomunicações do país estão a prestar aos seus utentes a nível nacional.

“A reflexão no dia em que se celebra o dia mundial dos direitos de todos nós enquanto consumidores, é uma ocasião oportuna de não perder de memoria a frustrante serviços prestados pelas empresas do sector de telecomunicações no que concerne às falhas das redes, demora da internet e comunicação deficitária por telemóveis ao nível interno e externo da Guiné-Bissau”, alerta Bambo chamando a atenção à ARN (Autoridade Reguladora Nacional) no sentido que fazer um serviço ao bem da população e não ser “comovente” com essas empresas.

O responsável realça também os princípios defendidos pelas NU para a protecção dos direitos dos consumidores e garante que até no momento não existe no país nenhuma lei em defesa dos consumidores e nem um Conselho Nacional de Consumo ao contrário dos países da sub-região.

“Na Guiné-Bissau cada importador coloca a estrutura do preço a sua revelia e isso não é mercado livre mas sim é uma anarquia porque a margem de lucro tem que ser controlado em função do poder de compra e isso é a responsabilidade do Estado”, sustenta.

Celebra-se, esta sexta-feira, dia 15 de Março em todo o mundo o dia mundial dos consumidores.

No país o dia é celebrado com base no seu contexto económico, cultural e social num momento particular de ausência de interlocutor válido que possa garantir premissas de respeito dos direitos de consumidores violados sistematicamente na Guiné-Bissau.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Anézia Tavares Gomes

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