Os chefes de Estados e do Governo da CEDEAO reúnem, hoje (08), em Niamey, Níger, numa cimeira extraordinária da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para analisar a situação actual na Guiné-Bissau.

O encontro acontece precisamente no dia que termina o prazo dado pela CEDEAO para pedido de demissão dos membros do governo de Faustino Fudut Imbali.

O prazo já terminou às 12 horas (da Guiné-Bissau) e a Rádio Sol Mansi (RSM) está na sede na CEDEAO em Bissau para saber do número e nome das pessoas que já entregaram a carta confirmando o pedido da demissão, mas, no entanto, uma fonte disse a nossa reportagem que, até por volta das 10 horas local, apenas duas pessoas teriam procedido às formalidades, incluindo Certorio Biote, ministro dos recursos naturais e energia, e igualmente presidente em exercício do PRS

A CEDEAO disse que no encontro de Níger sairão sanções à todos os implicados e aos restantes membros do governo de Faustino Fudut Imbali que não se cederam a demitir.

Apenas Certorio Biote já apresentou o pedido de demissão cumprindo com as instruções da CEDEAO. Na carta de demissão entregue ao primeiro-ministro nomeado pelo Presidente da República cessante, datado de 06 de Novembro, Certorio Biote justificou o seu pedido de demissão por questões de saúde sem entrar em mais pormenores.

Entretanto, o PR cessante, José Mário Vaz, devia estar no encontro mas como afirmou, ontem (07), está focado na sua campanha eleitoral e não participará no encontro porque tem a consciência “clara” do lhe espera no Níger.

O país será representado neste encontro pela chefe da diplomacia do Governo de Aristides Gomes, Suzi Barbosa, que já está no Níger.

A comunidade internacional juntou a sua voz à CEDEAO apoiando a decisão de impor sanções aos membros do governo de Faustino Imbali. No entanto, ontem (07), o Conselho de Paz e Segurança da União Africana expressou preocupação com a contínua deterioração da situação na Guiné-Bissau e reforçou o apoio à aplicação de sanções contra indivíduos e entidades que comprometam a estabilidade.

O Conselho de Paz e Segurança da União Africana vai voltar a avaliar a situação no país em 16 de Novembro.

O Conselho de Paz e Segurança da União Africana condena a "demissão ilegal do Governo legítimo e internacionalmente reconhecido, bem como a nomeação de um novo primeiro-ministro através de decretos inconstitucionais".

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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