Centrais sindicais do país deram 45 dias ao governo para cumprir a adenda e o memorando de entendimento assinados entre as partes, caso contrário advertem que o aparelho de Estado vai conhecer a maior onda de paralisação.

Advertência é do secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), esta sexta-feira (11), durante uma conferência de imprensa sobre a situação laboral dos funcionários do país.

Júlio Mendonça denúncia a entrada das pessoas na função pública sem concurso público por isso ameaça convocar uma paralisação na administração do estado caso não haver mudança da situação.

“A partir de hoje que entregamos esta resolução depois da concertação o prazo é de 45 dias, porque é um problema transversal que engloba todo o sector da vida pública, neste caso se não haver o cumprimento da adenda e o memorando de entendimento que assinamos então iniciarem as manifestações, greves gerais e vigílias ou seja teremos que paralisar por completo administração pública”, adverte o secretário-geral da UNTG.

O sindicalista defende ainda harmonização do salário na função pública que segundo ele todas as dívidas devem ser pagas antes do final do ano de 2020 uma vez que até então o país não dispõe do salário mínimo.

“O compromisso que assumimos com governo de harmonizar o salario na função pública deve ser cumprido porque é impossível ter num instituto e na empresa pública um salário diferente com a função pública, ainda não podemos continuar neste país que sem o salario mínimo nacional contudo o que vigorava até momento é da nossa moeda peso, mas todas as dívidas devem ser pagas antes do final do ano de 2020”, referiu Júlio Mendonça.

Em relação a declaração do ministro das finanças na ANP, durante apresentação da lei do orçamento-geral do estado, que afirma que até então o governo não conhece o número exacto dos funcionários públicos, Mendonça aponta a responsabilidade dos sucessíveis executivos.

“Se o governo quer saber dos números dos funcionários, deve evitar entradas das pessoas através de afinidade partidária e criar condição objectiva à comissão técnica ADOC criada entre função pública e finanças continuar os trabalhos já iniciados. Esta comissão não tem acesso à Assembleia Nacional Popular tudo demostra que a culpa é dos sucessíveis governos”, sublinhou secretário-geral da UNTG, Júlio Mendonça.

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné e a Confederação Geral dos Sindicatos Independentes ameaçam com a greve geral na função pública para exigir o cumprimento do acordo de entendimento entre as partes e admitem que houve violações flagrantes de forma propositada do Governo no cumprimento de diplomas legais.

 

Por: Marcelino Iambi

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