Os partidos políticos signatários do acordo de Conacri reagiram, este fim-de-semana, a resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a crise politica no país que convida o presidente José Mário Vaz a nomear um primeiro-ministro cuja selecção esteja de acordo com os pontos previstos no acordo de Conacri

Ouvidos pela imprensa os signatários mostraram-se abertos a cumprir o acordo internacional que pretendia tirar o país da crise político institucional em que se encontra desde a demissão do governo liderado por Domingos Simões Pereira.

Entretanto, o presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, defende que a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a Guiné-Bissau é “forte” e “confirma aquilo que todos sabiam”.

“O pronunciamento do Conselho de Segurança tem o peso que tem e não é algo para ser tratado com menos atenção mas espero, sobretudo, que todos nós que somos parte do acordo de Conacri possamos entender esta como uma oportunidade de, definitivamente, cumprirmos com o compromisso que assumimos”, reforça.

Por seu lado, Serifo Djalo, vice-presidente do Partido da Renovação Social (PRS), afirma que o seu partido não tem “grandes oposições” em termos de escolha do primeiro-ministro e assegurou que o PRS está disposto a cumprir “na íntegra” o acordo de Conacri.

“Penso que não podemos fugir a realidade da comunidade nacional e internacional sobre a resolução da crise existente no país e por isso o PRS sempre está ao lado deste povo”, admite.

Já Vicente Fernandes, líder do Partido da Convergência Democrática (PCD), mostrou-se satisfeito e convencido de que não existe outra saída e aconselha o presidente da república a ouvir a voz da razão para resolução da crise política nacional.

“Não só o povo guineense já manifestou esta profunda indignação da manutenção desta persistente instabilidade criada por ele mesmo (José Mário Vaz) como também já deu sinais inequívocos quer através das organizações sociais e quer através dos partidos políticos de que, na verdade, há necessidade de cumprir com o acordo de Conacri”, adianta.

Também ouvido pela imprensa, Iaia Djaló, do Partido Nova Democracia (PND), o presidente da república tem apenas dois caminhos a seguir “um para cumprimento integral do acordo de Conacri e outro é voltar a constituição da república”.

“Se ele (presidente) quiser dissolver o parlamento, que o dissolve e que nos convoque uma eleição antecipada”, sustenta.

Entretanto, para Agnelo Regala, da União para Mudança (UM), a posição das Nações Unidas é mais um alerta ao presidente da república para cumprimento do acordo de Conacri.

“Pensamos que estamos na última fase da crise na qual surgirão as sanções contra os que têm impedido a plena implementação do acordo de Conacri”, afirma regala que confirma que em Conacri o nome de Augusto Olivais foi o escolhido e “há um consenso e resta cumprir com acordo”.

A crise política mantém-se numa altura em que faltam dez (10) dias dados pela CEDEAO para o cumprimento do acordo internacional assinado no ano passado e caso contrário haverá sanções individuais ou colectivas contra a Guiné-Bissau.

Até então o presidente não pronunciou sobre a medida e, no entanto, na semana passada o Conselho de Segurança das Nações Unidas, durante o debate sobre a actual situação do país, diz estar preocupado com a prolongada crise política e os líderes políticos foram pedidos a exercerem seus compromissos de levar estabilidade política nacional.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos 

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