O primeiro-ministro Aristides Gomes considerou de roubo a operação desencadeada ontem (9 de Maio) pelo ministério público para recuperar o arroz aprendido pela Polícia Judiciária.

O primeiro-ministro fez a constatação durante o encontro esta sexta-feira (10 de Maio) no âmbito da análise da distribuição do arroz oferecido pela República Popular da China.

“ O meu dever como chefe do governo, é explicar o que aconteceu mas como não sei, passo ao ministro do interior que nos dê uma explicação do sucedido. Não vejo porquê o ministro (do interior) ficar a defender-se. A deslocação do arroz à noite e feita indevidamente, é um roubo, não existe mais uma outra forma para denominá-la. Portanto, é preciso que as coisas estejam acima de linha porque tínhamos outros precedentes e não podemos continuar assim porque o assunto é do estado”, esbravejou o primeiro-ministro.

No entanto, o primeiro-ministro garantiu que o ministro do interior vai apurar a responsabilidade através de um inquérito para explicar de concreto o sucedido.

De referir que, as forças de segurança da retiraram ontem de um armazém em Bissau o arroz apreendido pela Polícia Judiciária no âmbito da operação “Arroz do Povo”, na sequência de um pedido do magistrado do Ministério Pública responsável pelo processo.

Fonte da Procuradoria-Geral da República disse também que as forças de segurança estão a cumprir um ofício do magistrado do Ministério Público enviado ao Ministério do Interior.

No final de abril, o Ministério Público guineense ordenou à PJ a devolução dos sacos de arroz, doados pela China, apreendidos na quinta do ministro da Agricultura Nicolau dos Santos por aquela força de investigação criminal.

No mesmo despacho, datado de 24 de abril, o Ministério Público ordenou também a abertura de um processo-crime contra cinco agentes da PJ.

Segundo o Ministério Público, a Polícia Judiciária tinha um mandado de busca para efectuar diligências na cidade de Bafatá, nomeadamente nos “armazéns e domicílios dos suspeitos assim como nos domicílios de quaisquer pessoas na posse do referido produto”.

Entretanto, a Directora Nacional da Polícia Judiciaria (PJ) garantiu na passada sexta-feira (3 de Maio) que não vão cumprir o prazo dado pelo Procurador-geral da República para devolução do processo “ arroz di povo” tendo afirmado que “o pedido de devolução de processo “arroz di povo” solicitado pelo ministério público, está ferido de incompetência funcional, material e territorial”.

O arroz apreendido estava num armazém em Bafatá, propriedade do antigo ministro do Interior Botché Candé, e numa quinta do ministro da Agricultura, Nicolau dos Santos.

No âmbito da operação, a PJ tentou ainda deter o ministro da Agricultura, mas foi impedida pelas forças de segurança.

O embaixador da China no país, Jin Hong Jun, disse que está a seguir com muita atenção a investigação da Polícia Judiciária e salientou que o arroz doado “não é para venda”.

O embaixador explicou que foram doadas, no total, 2.638 toneladas de arroz, no valor de três milhões de dólares, e que o donativo chegou a 26 de janeiro.

Por: Nautaran Marcos Có

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