PROFESSORES SUSPENDEM GREVE SÓ COM APLICAÇÃO DO ESTATUTO DA CARREIA DOCENTE

Os três Sindicatos dos Professores (SINAPROF, SINDEPROF E SIESE) - denominado Frente Comum - defenderam, hoje (11), a publicação da carreira docente no boletim oficial e o pagamento das dívidas atrasadas como condições para evitar a greve de 22 dias nas escolas públicas

A ideia defendida, durante uma conferência de imprensa, realizada, em Bissau, para esclarecer as diligências feitas em torno do pré-aviso de greve já entregue ao governo.

De acordo com o porta-voz dos três Sindicatos dos Professores, Bunghôma Duarte Sanha, para não entrar em vigor a greve projectada para o dia 14 de Fevereiro a 7 de Março, o executivo deve “urgente” cumprir com os dois primeiros pontos do memorando de entendimento assinado entre as partes.

“Se o estatuto da carreira docente não for uma realidade ou seja a publicação no boletim oficial assim como o pagamento de todas as dívidas, a greve projecta para iniciar na quinta-feira com duração de 16 dias úteis será uma realidade no país”, adverte Bunghôma Duarte Sanha.

Em relação as declarações do governo em confirmar que não há dívidas com os professores efectivos, Bunghôma Sanha pede para que seja demitido o secretário de Estado do tesouro porque o executivo contraiu dívidas com todas as categorias dos professores.

“Duas vezes que o secretário de Estado de tesouro faltou a verdade ao Presidente da República por isso ele deve ser demitido uma vez que o governo contraiu dívidas com todas as categorias dos professores; em 2004 e 2005 com 11 meses aos efectivos, novo ingresso e contratados relativos aos anos 2011, 2012, 2013, 2017 e 2018 enquanto Aristides Gomes liderava o executivo na altura”, explica o porta-voz do Frente Comum.

Segundo, o porta-voz dos três Sindicatos dos Professores, Bunghôma Duarte Sanha, não há condições para renegociar o memorando de entendimento uma vez que o executivo liderado por Aristides Gomes “não cumpriu nenhum ponto”.

Perante a paralisação projecta para iniciar na quinta-feira (13), com duração de 16 dias úteis, as escolas públicas do país têm vindo a perder os dias lectivos e o ano corre risco de ser nulo.

Na quinta-feira (07) e sexta-feira (08), os alunos das escolas públicas acompanhados por os das escolas privadas realizaram uma mega manifestação queimando pneus nas avenidas e paralisando todas as actividades no país, incluindo a circulação das viaturas e o funcionamento das aulas nas escolas privadas.

A manifestação acabou com lançamento do gás lacrimogéneo por parte das forças de segurança e alguns manifestantes acabaram por ser presos. Instituições públicas e partidárias foram vandalizados e viaturas públicas e privadas foram estragadas e queimadas. A manifestação aconteceu em quase todos os bairros do país, no entanto, fala-se na infiltração de algumas pessoas. O confronto entre os polícias e os manifestantes aconteceu até a noite.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Marcelino Iambi

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