07
Jan
2020

Greve de três dias convocada pelas centrais sindicais do país, União Nacional dos Trabalhadores da Guiné e Confederação Geral dos Sindicatos Independentes está afectar o maior centro hospitalar do país, o Hospital Nacional Simão Mendes.

A constatação é feita esta terça-feira (7 de janeiro) durante uma ronda nas diferentes instituições públicas da capital Bissau nomeadamente hospital Simão Mendes e principais liceus de Bissau.

Perante esta paralisação ouvimos a enfermeira chefe do Banco de Socorro do Hospital Nacional Simões, Sulita de Pina Marques que confirmou a greve e adiantou que “está-se a observar o serviço mínimo”, apelando depois o executivo a resolver a situação mais rápido possível.

“Apelo o executivo para promover uma negociação franca com os sindicatos a fim de evitar mais prejuízo neste sector dado que maioria dos casos que entram aqui são de populações mais carenciadas”, sublinhou Sulita de Pina Marquês.

No que se refere ao sector da educação denota-se movimentações dos alunos nas escolas, principalmente, no liceu nacional Kwame N'Krumah, Rui Barcelo e Cunha e Agostinho Neto e alguns a proceder matrícula normal e automática.

A este facto o presidente da Associação dos Estudantes do liceu Nacional, Lucas Marques Nanque diz que a greve no sector da educação e saúde tem vindo a minar o desenvolvimento do país.

“Não podemos permitir a greve no sector da educação e saúde uma vez mina o desenvolvimento da Guiné-Bissau e afecta grandemente a camada que pode dar seu contributo no futuro”, lamentou Lucas Marquês Nanque.

As duas centrais sindicais do país mantiverem ainda um encontro com o governo para analisar detalhes de levantamento da paralisação de três dias.

Na saída deste encontro o porta-voz da comissão negocial da greve, Domingos da Silva, diz que o encontro não traz novidade pelo que a greve continua até que o governo cumpra com as exigências.

“O encontro não era negocial uma vez que as centrais sindicais aguardam o cumprimento dos pontos por parte do governo para poder desconvocar a greve, mais não temos nada a perder a não ser continuar com a paralisação até que o executivo cumpra”, alertou o porta-voz da Comissão Negocial.

Perante a observação de greve-geral na administração pública, o economista Yasser Ture disse que caso persistir a greve, afectará o tecido económico do país em particular a receita do estado.

“Se a greve continuar na função pública, afectará tecidos económicos em todos aspecto e sua consequência grave na economia, assim como na receita do estado e importação dos cidadãos”, analisou o economista.

Recorde-se que as lideranças das centrais sindicais tinham lançado um ultimato ao Governo com vista ao aumento do salário mínimo para, pelo menos, 100 mil francos CFA ou então haverá greves na função pública.

Por: Marcelino Iambi

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