UNTG ACUSA FMI DE COLABORAR NO ENDIVIDAMENTO DO PAÍS

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG-CS) acusa as autoridades políticas de estarem a endividar ainda mais o país, com juros que ultrapassam a capacidade financeira do país e que isso está a acontecer com a colaboração do Fundo monetário Internacional.

A acusação da organização sindical do país foi feita, hoje, em uma entrevista à Rádio Sol Mansi, depois de uma reunião que mantiveram com a equipa técnica do FMI que está no país, para avaliar entre outros, a situação da massa salarial da Guiné-Bissau.

Yasser Turé, vice-Segretário-Geral da UNTG e economista, disse que mostrou a missão do FMI que as dívidas contraídas pelo governo da Guiné-Bissau, está a criar um déficit econômico do país, e sem o aval dos parceiros sociais, e isso acontece com a ajuda do FMI.

Yasser disse ainda que “o assunto do salário deve ser resolvido só quando os nossos dirigentes começarem a respeitar as leis”.

“Uma das nossas reivindicações é a execução das reformas na administração pública, mas sabemos que isso terá sentido só se os nossos dirigentes começarem as leis. Porque, caso contrário, sem sanções às violações das leis, vamos continuar nesta situação e vamos continuar a pagar as dívidas no futuro”, disse Turé.

Em relação a massa salaria, a UNTG diz que existem problemas relativamente ao cumprimento das leis da República, e isso acaba por colocar o aparelho de Estado numa total desestruturação com consequências na vida dos populares.

“Para a dívida externa precisamos sempre do FMI e esta mesma FMI já nos tinha alertado que a nossa dívida não é sustentável e na nossa posição ninguém vai nos emprestar dinheiro e, caso contrário, é feito com juro máximo. (...) o pior é que quando o Orçamento Geral do Estado (aprovado recentemente) o FMI confirma que traz apenas 3 por cento do rendimento, mas pede o aumento da massa salarial de 9 por cento. O FMI pega no documento e apoia o país e no mercado o empréstimo é conseguido a 6 por cento que é superior ao crescimento prometido”, explica oTuré que sustenta que tudo foi possível com a própria colaboração do FMI.

A UNTG disse que recebeu desculpas formais do FMI em relação às outras avaliações feitas e por nunca antes terem sentado em conversa com a classe trabalhadora.

A missão técnica do FMI deve também analisar as folhas salariais, os resultados do recenseamento dos funcionários da administração pública e conhecer o número total dos professores existentes na Guiné-Bissau, desde o ensino básico, passando pelo secundário e superior.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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