28
Dec
2015

Foi no dia 28 de dezembro de 2012 que ocorreu o naufrágio da piroga Quinará II, que transportava 181 passageiros de Bolama para Bissau. Segundo as autoridades, morreram trinta e seis pessoas, dezenas ficaram desaparecidas e 59 sobreviveram.

Os familiares recordaram a tragédia na última segunda-feira. Uma das sobreviventes, Eveline Barbosa, lamenta e pede que "a tragédia não volte a acontecer". "Perdi cinco membros da minha família, minha irmã, minha avó, minha cunhada e os meus dois primos", lamentou.

"Existem naufrágios que não são declarados, o caso das ilhas mais distantes. Este naufrágio foi declarado porque aconteceu em frente das autoridades nacionais", denunciou Forcelino Gomes, também familiar de uma das vítimas.

Na cerimónia em memória das vítimas do naufrágio, Marcelino Pedro Delgado, deputado de Bolama-Bijagós, disse que a região de Bolama parece não estar no mapa.

"Não se pode ter problema em Bolama e recorrer à justiça em Buba. Tem que ter tribunal sectorial, isso está na lei", referiu.

Em Agosto de 2013, o Tribunal de Bissau julgou e condenou a oito anos e meio de prisão efetiva o capitão da piroga e ao pagamento de uma indemnização de um milhão de francos CFA por cada uma das pessoas falecidas no acidente. Foi também condenado o delegado da Polícia Marítima de Bolama a uma pena de prisão efetiva de três anos e três meses.

Devido à responsabilidade do delegado marítimo no caso, foi ainda decidido condenar o Instituto Marítimo Portuário - enquanto entidade patronal - ao pagamento de uma indemnização de oito milhões de francos CFA por cada vítima mortal no naufrágio.

Última atualização: 29/12/2015 16:00

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