25
Jan
2018

O director executivo da ONG Tiniguena, Miguel de Barros, considera de falsas as justificações do governo demitido para a exportação de mil e quinhentos (1.500) contentores de madeiras apreendidas nos anos de 2012 a 2014

Miguel de Barros que falava, esta quinta-feira (25), numa conferência de imprensa, para tornar público a posição em relação a medida do governo que já começou a ser implementada na passada segunda-feira (22), considera ainda de atentado grosseiro do governo contra as leis da república porque as madeiras cortadas não respeitam “nenhuma” lei da Guiné-Bissau que fala da exploração, comercialização, transporte e nem a medida de compensação em relação a exploração dos recursos florestais.

“Já houve tentativas sem sucesso de exportação das madeiras que estão a ser exportadas neste momento”, denuncia.

Miguel diz ainda que a acção foi feita “muito rapidamente” logo a queda do governo e sem concertação com nenhum parceiro social, com nenhuma comunidade e nem com os que exploram as floresta, e isso demostra que “não é uma acção credível e nem séria do governo”.

“O governo demitido está a pôr em causa a capacidade da população para continuar a sobreviver em condições mínimas já que o Estado não a dá nenhuma outra possibilidade para ter dignidade na sua sobrevivência”, acusa.

Miguel de Barros denuncia a falta de inventário para a corte, a medição e a selecção da essências e “nenhum tipo de programa” de como a corte deve ser feita.

“Foram feitas cortes anárquicas e selvagens e de forma criminosa e com o encaixe que se estima com a venda não existe nenhum documento concreto sobre o investimento público para permitir a regeneração do espaço, o repovoamento florestal e a criação de uma estrutura local que se encarrega da gestão e vigilância do recurso e ainda sem a capacidade de fazer ordenamento florestal”, adianta.

O director executivo da ONG Tiniguena diz ainda que a decisão do governo põe em causa o futuro do país em relação a condições naturais, económicas e sociais favoráveis para um clima de paz e de desenvolvimento na Guiné-Bissau.

“A decisão que está a ser tomada pelo governo dará lugar para a existência, nos próximos tempos, de nova saga nas nossas florestas”, alerta.

A Tiniguena considera que as madeiras apreendidas nas matas do país foram cortadas de forma ilegal porque trata-se da espécie “pau-de-sangue” que é considerada uma espécie essencial rara a nível mundial.

Tiniguena diz ainda que o país carece de várias necessidades nas áreas sociais, de saúde e do ensino que poderão ser colmatas com investimentos públicos com as madeiras cortadas.

A moratória declarada a 1 de Abril de 2015 está em vigor e é proibido corte nas matas do país.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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