Suspensão de entradas nas áreas sociais: SINDICATOS DE SAÚDE E DA EDUCAÇÃO FAZEM FRENTE COMUM CONTRA O GOVERNO

O Secretário-geral em exercício da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné – Central Sindical (UNTG-CS) convida o governo a baixar ou cortar os seus subsídios por forma a fazer face ao actual contexto económico do país, em lugar de mandar para casa mais de mil técnicos de saúde.

O convite foi formulado, esta segunda-feira, após assinatura de acordo intersindical entre os dois sectores sociais “educação e saúde” enviados recentemente para casa pelo governo através de um comunicado do Conselho de Ministro.

No comunicado do conselho de ministro, o governo depois de mandar suspender a admissão de novos ingressos nestes dois sectores principais da área social, também mandou suspender as promoções, reclassificações e equiparações na administração pública, para responder às exigências do Fundo Monetário Internacional.

Para Júlio Mendonça, o pacto ora assinado entre os sindicatos nomeadamente SINDEPROF, FRENAPROFE, SINETSA e o SINQUASS, não deve ser enviado ao esquecimento recomendando isto aos responsáveis sindicais dos dois sectores sociais (educação e saúde).

“Num país onde as pessoas usam a cabeça num momento de crise séria é convém cortar os subsídios e ficar com o salário. (...) dizendo que estes mais de mil técnicos de saúde não vão trabalhar é a mesma coisa que dizer que os hospitais fechem as suas portas”, sustenta Júlio Mendonça.

Sobre o acordo assinado, o presidente do Sindicato Nacional dos Enfermeiros Técnicos de Saúde e Afins, Ioió João Correia, na qualidade do porta-voz dos dois sindicatos do sector de saúde, pede a união no seio dos associados por forma a fazerem face aos despachos e comportamento do governo que os coloca em desvantagem.

“lutar com os governantes como estes guineenses, é preciso uma união e uma força única para podermos vencer”, exorta Ioiô João Correia.

Já o porta-voz dos dois sindicatos de Educação, Sene Djassi, sublinha a importância da unidade entre os sindicatos dos setores de educação e saúde, servindo disto para dignificar os associados.

“Na terça-feira vamos entregar um caderno reivindicativo. Este é u espaço de luta e a greve vai ser conjunta, e para semana vamos fazer uma manifestação”, avisa Sene Djassi.

Refira-se que a decisão do Governo de suspender a admissão de novos ingressos nos setores de saúde e educação bem como as promoções, reclassificações e equiparações na administração pública, visam responder às exigências do Fundo Monetário Internacional. Já num outro despacho, do mistério da saúde, este suspendeu mais de mil técnicos de saúde, posição que tem provocado fortes reações e críticas na sociedade guineense. 

  

Por: Diana Bacurim / Rádio Sol Mansi

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