27
Aug
2019

A Plataforma Nacional das Organizações da Sociedade Civil para Democracia, Cidadania e Direitos Humanos manifestam-se preocupados com a situação de recrutamento de polícia sem respeitar as regras da Função Pública.

A preocupação é manifestada esta terça-feira (27/8) pelo coordenador da plataforma Júnior Upanhasso Naú depois do encontro com o ministro do Interior, no âmbito de ciclo de audiência que a Plataforma tem vindo a manter com diferentes titulares das pastas na administração pública.

“Não está ser respeitado as regras que rege o ingresso na função pública, achamos que as pessoas estão a entrar na fileira policial secretamente e descontrolável, por isso, é preciso disciplinar o sector”, aconselhou.

Por outro lado diz que assiste-se as pessoas sem formação a ingressarem no corpo policial, “talvez podemos notar que esta situação pode despoletar em várias situações de assalto a mão armada, por isso, se questiona se estas pessoas não têm vindo a ter ajuda de polícia”, assegurou Júnior Upanhasso Naú.

Em relação a situação do conflito de posse de terra na secção de Suzana concretamente nas tabancas de Elia e Arame pertencente ao sector de São Domingos, para a Plataforma, a forma ideal da resolução do problema deve passar pela reconciliação não pela via judicial mais rápido possível.

“Esta situação preocupa-nos bastante como defensores dos direitos humanos uma vez que o conflito resultou na perda de vida. Perante este cenário, o governo deve engajar mais rápido possível na resolução do problema através de uma reconciliação entre as partes para evitar futuras consequenciais negativas para sociedade desta zona norte do país”, alertou o coordenador da Plartaforma Nacional da Sociedade Civil.

No que se tange a situação de segurança na capital Bissau e na zona do interior do país, o Coordenador da Plataforma apela o governo no sentido de criar condições para o controlo efectivo das ruas para evitar os malfeitores.

Recorde-se que numa entrevista a rádio Sol Mansi no início deste mês Agosto, o ministro do Interior tinha admitido o patrulhamento por parte de força de segurança em todo território nacional a fim de prevenir a criminalidade assim como reprimir toda conduta ilícita no país.

Por: Marcelino Iambi

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