29
Jan
2018

 

O Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, garantiu que vai nomear o novo Primeiro-ministro no decorrer desta semana e a consequente convocação das eleições legislativas prevista para o ano em curso.

O Chefe de Estado falava na madrugada desta segunda-feira (29 de Janeiro) no aeroporto internacional Osvaldo Vieira após ter participado na 30ª sessão ordinária da Assembleia dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA) e da Cimeira Extraordinária da CEDEAO em Adis Abeba, Etiópia.

Segundo, José Mário Vaz o novo governo que entrará em função, terá como objectivo principal a realização das eleições no país como forma de acabar com a crise politica.

"Vou indicar o nome do primeiro-ministro no decurso desta semana e peço aos guineenses que me acompanhem na procura de solução porque o novo governo terá como única tarefa preparar as próximas eleições legislativas”, explicou Vaz.

Questionado se o nome do primeiro-ministro sairá na base do acordo de Conacri, Chefe de Estado pede que haja evolução em torno da crise uma vez que acordo de Conacri retrata consenso lembrando que “é difícil encontrar consenso na política”.

"Quero pedir aos guineenses que evoluamos porque o acordo de Conacri fala do consenso, senão vejamos, os países em que a democracia está no outro nível como América, França e muito menos o nosso continente é difícil encontrar o consenso na política”, sublinhou Mário Vaz.

José Mário Vaz descarta a possibilidade de aplicação de sanções aos políticos que não respeitem acordo de Conacri uma vez que a questão de direitos humanos é respeitado por isso afirma que não existe motivos para impor sanções.

«Na Guiné-Bissau, não se registou nenhum tiro nos quarteis, ninguém foi morto ou espancado, há liberdade de expressão, de imprensa e de manifestação. Não temos mulheres viúvas porque os maridos foram mortos por questões políticas e nem crianças órfãs porque os pais foram mortos por questões políticas. Problemas dos direitos humanos não se colocam na Guiné-Bissau. Por isso, não há razão nenhuma para que haja sansões contra quem quer que seja na Guiné-Bissau, mas continua a pairar a palavra sanções”, referiu o presidente da República.

Recorde-se que a CEDEAO patrocinou o Acordo de Conacri, que previa a nomeação de um primeiro-ministro de consenso para resolver a crise política no país.

Segundo, o chefe de estado, José Mário Vaz é preciso respeitar a Constituição da República para que se possa alcançar a solução, tendo lembrado que de acordo com a lei o mais tardar até o dia 23 do mês de Fevereiro deve se marcar a data das eleições legislativas.

O próximo primeiro-ministro será o sexto desde as eleições legislativas de 2012.

Por: Marcelino Manuel Iambi

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