12
Oct
2016

Continua, em Conacri, a reunião entre as partes desavindas no país, para a formação de um governo inclusivo. O comentador Permanente da RSM diz estar pouco optimista com o sucesso desta reunião

Segundo uma fonte que a RSM tem acesso a reunião que hoje decorre pelo segundo dia consecutivo, continua a decorrer tensa. Até às 12h00 desta quarta-feira, por enquanto não conseguiu chegar a nenhum acordo em relação aos pontos acordados e ainda sem resultados a vista.

Segundo uma agência da Guiné-Conacri, ontem, foi introduzida pela primeira vez um código de conduta em 12 pontos, o que deve aplicar-se a todos os participantes nas negociações.

“O Código de conduta obriga, entre outros, os participantes a respeitarem a confidencialidade das discussões, para evitar falar com a imprensa, e comunicar em redes sociais ou ao público durante a discussão antes da conferência de imprensa”, adianta a mesma fonte que adianta, no entanto, que o acordo também obriga os participantes a não abandonarem a mesa de negociações antes do encerramento, para evitar qualquer atitude e manifesta de desafio, provocação ou proferindo insultos.

Sobre este encontro, ainda sem a solução a vista, o comentador permanente da RSM, Rui Jorge Semedo, disse que as negociações em Conacri, mais uma tentativa de CEDEAO, para encontrar caminhos de modo a ultrapassar a crise que já vai a mais um ano, não vai ao lugar nenhum.

“Ida a Conacri posso observar como mais uma tentativa da CEDEAO, em encontrar uma saída para a crise que já está demorar mais de um ano, mas não vai levar-nos a lugar algum, porque não existe uma vontade politica de ambas as partes, sendo o contrario, depois da assinatura do referido acordo de CEDEAO, mesmo sendo uma proposta com lacunas, com o esforço de toda a parte, era possível viabilizar a situação sem terem que ir para Guiné Conacri, por isso a minha expectativa fase a esse encontro é inexistente com o desenho que estou a ver e mesmo conseguindo uma pessoa para liderar o novo governo acho que o governo que será formado venha a ser um governo estável e que permite o país ter um bom desempenho até o fim da legislação”.

Novas eleições

“Sabemos que as eleições não serão “remédios” que vão curar os nossos males, sobretudo os políticos, mas pode ser mais uma oportunidade para renovarmos os corpos representantes que indicamos nas últimas eleições, renovando corpos das pessoas que dirigem actualmente o país, queria-nos a maior possibilidade para assim ter um ambiente propício para todos conversarem e chegar a um entendimento, infelizmente, digo mais uma vez, que não estou a ver luz no fundo do túnel, com esforços que estão a ser feitos pelos autores políticos, tanto o PAIGC, o PRS e os grupos descendentes do PAIGC, chegaram a um consenso real, para que na verdade permitirem as coisas funcionares”.

A continuação da nona legislatura

“Este é uma legislatura que já esta perdido e temos que reconhecer isso e, depois tentamos na outra oportunidade e veremos se na próxima seremos mais maduros e responsáveis, e deixaremos de ser mesquinhos que poe em causa o futuro de todos e que depois envergonha o país perante a comunidade internacional, infelizmente estamos numa situação muito embaraçosa e os guineenses esta com muita espectativa nestas negociações na Guiné Conacri, assim como tiveram na visita dos presidentes de GC e do Serra Leoa, mas cada dia as espectativa dos guineenses esta sendo defraudado, reconhecemos que fizemos mau escolha na ultima eleições, tanto ao nível da presidência assim como ao nível das pessoas que foram escolhidos para representar o povo na ANP, este deve ser a conclusão que qualquer guineenses responsável, sem ser de um lado ou do outro devem reconhecer isso, muito embora houve muito participação cívica dos eleitores mas não conseguimos escolher as pessoas a altura do país, então este erro nós colocaram onde estamos hoje, penso que nas outras oportunidades é necessário que o povo faça uma reflexão mais profunda e, que Deus nós ajude a acertar nas próximas pessoas a ser escolhidos para dirigir o país, que sejam aquelas pessoas que entendam os problemas reais do país e criar todo o mecanismos para puder ajudar o país a ultrapassar este impasse em que se encontra desde a sua entrada na democracia”.

É uma decisão acertada

“Para mim este é mais um passo dado, mas um passo falso, que não resolve o nosso problema, porque vemos como as pessoas estão divididos e vimos o que os mesmos defendem, aguardamos a resposta das negociações em Conacri, mas mesmo voltando das negociações com um primeiro-ministro teremos um outro problema que é da distribuição dos cargos que é o maior problema dos políticos guineense”. 

A situação política guineense persiste há mais de ano.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Anézia Tavares Gomes

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