08
Jan
2020

A representante residente do secretário-geral das Organizações das Nações Unidas no país, Rosine Sori-Coulibaly, exortou, esta quarta-feira (08), os atores políticos guineenses a trabalharem pela estabilidade nacional.

A exortação foi feita aos jornalistas à saída da reunião com o líder do hemiciclo guineense, Cipriano Cassamá. De acordo com Rosine Sori-Coulibaly, que também está a acumular a função do chefe do Escritório Integrado da ONU no país, é necessário trabalho comum para dar esperança ao povo guineense.

“As populações já expressaram os seus votos nas urnas e, para isso, que o contencioso eleitoral se resolva de forma pacífico e que a pessoa escolhida como chefe do Estado, que todo o mundo trabalhe com ele porque pensamos que não há lugar para falar do vencido ou vencedor, mas sim falamos da vitória do povo que teve uma participação de 62% de total de participação nas urnas que pensamos que é muito importante”.

Para a responsável, é necessário trabalho conjunto para dar esperança ao povo guineense.

A Guiné-Bissau realizou em 29 de Dezembro, a segunda volta das eleições presidências, que dá vitória ao candidato suportado pelo Madem-G15, Umaro Sissoco Embalo, com 53,55 por cento dos votos contra os 46,45 porcento.

Enquanto isso, o candidato derrotado, Domingos Simões Pereira, suportado pelo PAIGC, já entregou, no Supremo Tribunal de Justiça, o pedido de impugnação do processo com base em alegadas provas de irregularidades.

Entretanto, ainda no encontro que durou um pouco menos de uma hora com o presidente da Assembleia Nacional Popular, Sori-Coulibaly disse que a ocasião serviu, não só para desejar um bom ano, mas, para discutir com o líder do hemiciclo a forma de redinamizar diferentes dossiers para poder ter um consenso que responda as necessidades do povo guineense.  

“Vim igualmente lhe informar da próxima visita de secretário-geral adjunto das Nações Unidas, encarregado das questões políticas e da consolidação da paz que nos visitará em Bissau e também falamos da transição da UNIOGBIS. Nossa missão chega ao fim em Dezembro próximo e o objectivo tem muito a ver com os parlamentares porque é um ano de reforma e o parlamento é portador”.

Rosine Sori-Coulibaly de Burquina Faso sucedeu no cargo o Brasileiro José Viegas Filhos, que terminou a sua missão em maio do ano passado.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá

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