08
Jan
2020

 

O consumo dos produtos naturais tem aumentado significativamente nos últimos tempos, na Guiné-Bissau, e está a impulsionar de uma forma despercebida o crescimento da economia no sector informal.

Os referidos produtos, nomeadamente, Nhame, Mandioca, Batata-doce, laranja, Tifa e sobretudo Melancia produzidos localmente está a encorajar o auto empreendedorismo na Guine Bissau.

Um número significante da camada de jovens raparigas e mulheres tem-se engajado na prática de pequenas actividades económicas destes produtos que independentemente dos benefícios para a saúde, as receitas contribuem nas despesas diárias das famílias, na cobertura dos custos da escola e até na criação de alguns projectos económicos de grande rendimento.

Em termos de saúde, a maioria das pessoas que adopta o hábito do consumo mais dos produtos naturais justificam a tendência por questões de saúde uma vez que o país está ameaçado com o aumento de diferentes tipos de doenças fora do comum e alguns apontam o consumo dos produtos importados como uma das principais causas.

“O que me motivou a consumir os produtos naturais, é porque entendo que é mais saudável e contém mais vitamina em relação aos produtos importados que sofrem várias transformações e com elevados períodos da duração”, disse uma entrevistada.

“A minha motivação deve-se as referências em termos de saúde dos mais velhos que antigamente consumiam produtos naturais”, justifica uma outra pessoa.

“O que me motivou tem a ver com a melhoria da saúde, porque actualmente as pessoas fazem gastos elevados na busca de saúde, mais que podem ser reduzidos se todos optarem no consumo dos produtos naturais, antigamente não havia muitas doenças que hoje atingem a nossa sociedade, isso chama atenção para as pessoas mudarem a nova forma de alimentação adoptada mais para o consumo natural”, sustenta um outro homem ouvido pela nossa reportagem.  

Para saber dos impactos nutritivos e na prevenção de algumas doenças, a nossa reportagem falou com o nutricionista guineense, Augusto Bok, que explicou que consumir os produtos naturais ajuda sobretudo na mudança da pele da pessoa, e as pessoas só a ganhar no consumo de produtos naturais, porque são produtos que não têm componentes químicos.

O nutricionista disse que o consumo dos produtos importados, que na maioria contém produtos químicos, pode ser prejudicial à saúde.

“Com o consumo de qualquer produto com componentes químicos realmente a pessoa está somente a intoxicar os seus organismos e só pode ser notada com o tempo”, explica.

Alguns produtores e comerciantes reconhecem ter havido nos últimos tempos uma mudança positiva na tendência da valorização dos produtos locais que agora gera não só os benefícios em algumas famílias mas também para rendimentos económico.

Vários relatórios económicos sobre a Guine Bissau apontam que a Guiné-Bissau é “altamente informal” e maior parte destes produtos vem deste sector. Entretanto, ouvido pela nossa reportagem, o economista guineense, Yasser Turé, afirma que o despertar da população para o consumo dos produtos nacionais é uma justiça a vista porque “o desenvolvimento é acompanhado com o reconhecimento e convivência de um povo a sua cultura”.

“Estes produtos, a maioria vem do sector informal e a pobreza reside no sector informal. Se os relatórios apontam o despertar da população no consumo dos produtos que vêem do sector informal, para mim é uma justiça à vista, porque o desenvolvimento vem quando praticamos, vivemos e comemos de acordo com a nossa cultura, não quando estamos a viver da cultura dos outros”, afirma Yasser Turé.

As opiniões nutricionais e económicas apontam os aspectos positivos sobre o aumento do consumo dos produtos naturais na Guiné-Bissau nos últimos tempos por parte da população.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Amade Djuf Djaló

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