O primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embalo, deu ordens ao ministro de Estado e do Interior e o ministro da defesa para prenderem todas as pessoas que “insultarem” o presidente da república ou qualquer órgão do Estado Guineense

Sissoco Embaló que falava esta terça-feira (26 de Setembro), em Bissau, durante a promoção de alguns oficiais guineenses, diz ainda que a partir de agora o governo vai acabar com “indisciplina” que se verifica no país porque “as pessoas entendem que insultar o presidente da república é prestígio”.

“Qualquer outro cidadão e em qualquer circunstância que insultar o presidente da república deve ser dado a voz de prisão. Nos Estados Unidos da América quando um cidadão ofender um tropa é preso. Em França se um presidente da república é insultado a pessoa é presa. No Senegal, tem pessoas que foram libertadas recentemente, foram presas durante um ano”, exemplifica.

O primeiro-ministro adverte, no entanto, que caso a sua ordem não for posta em prática irá mandar prender os responsáveis pela pasta da segurança e da defesa.

“Qualquer que for a pessoa mesmo que seja eu mesmo se não me prenderem vou mandar prender vocês (os ministros) porque tenho os poderes para isso porque devemos começar a dignificar os valores da república”, avisa.

“Ninguém deve insultar, no exercício das suas funções, o presidente do parlamento, Cipriano Cassama, mesmo que seja um lion brand (insecticida que mata mosquitos), e nem o primeiro-ministro. As pessoas podem criticar mas insultar não é ética deontológica. Porque em nenhum país isto acontece só na Guiné-Bissau, mas antes não tínhamos esta prática”, reafirma.

As ordens do primeiro-ministro foram dadas numa altura em que os partidos políticos congregados no espaço de concertação política ameaçam sair nas ruas de Bissau para manifestação e desobediência política em relação a persistente crise política.

Em muitas das manifestações públicas promovidas pelo Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados foi pedido a renúncia do presidente da república e do chefe do governo.

Entretanto sobre a decisão do primeiro-ministro, o ministro do Estado do Interior, Botche Cande, questionado pelos jornalistas sobre assunto disse que o problema do ministério de interior neste momento é de criar condição para que haja a paz sem vingança e sem violentar aos cidadãos.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Marcelino Iambi

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