O Presidente da República (PR) pede ao Governo a prosseguir com a elaboração e implementação de uma Política Nacional de Gestão Espacial que se consubstancia nas acções do Ordenamento do Território e da protecção das Zonas Húmidas que são zonas de interesse ambiental, económico e social

A mensagem do presidente José Mário Vaz foi transmitida pelo seu conselheiro para área de Juventude, Dito Max, na abertura do V° congresso internacional de Educação ambiental dos países e comunidades de Língua Portuguesa e da Galiza.

Segundo Dito, só com os esforços elencados que o país poderá consolidar os esforços empreendidos na conservação ambiental no geral e das zonas húmidas, em particular, garantindo assim, um futuro melhor para as gerações presentes e futuras.

“Revejo-me, fundamentalmente, nas preocupações com a conservação das zonas húmidas, sobretudo, na cidade de Bissau e noutros centros urbanos e que se consubstancia num verdadeiro ataque à natureza com a construção de habitações, estabelecimentos para actividades comerciais, entre outros, nas zonas que deviam ser de protecção especial”, diz o representante do presidente.

Na sua mensagem, Mário Vaz diz que todos precisam agir “rápido e bem” através das percepções sobre as causas destas crises do impacto ambiental de modo a adoptar as estratégias que possam ajudar a amenizar a pressão da população sobre o meio ambiente, elaborando assim, as acções e “metas claras” para a protecção ambiental.

Entretanto, numa entrevista à Rádio Sol Mansi (RSM), o director do Instituto de Biodiversidade e das Áreas Protegidas da Guiné-Bissau considera o Vº congresso da educação ambiental de “muito importante” para o país no domínio da conservação”.

“É um momento interessantíssimo. É uma oportunidade de a Guiné-Bissau ser conhecida, mais uma vez, pelos seus esforços no domínio da conservação porque a educação ambiental está estritamente ligado com a problemática de conservação sobretudo nesta era de mudança climática e perda de biodiversidade”, sustenta.

Ouvidos também pela RSM os populares de Bubaque mostram-se esperançados no impacto do congresso nas suas vidas uma vez permite-lhes conhecer o meio ambiente.

“Com este encontro vamos saber como cuidar e tratar o nosso meio ambiente”, enfatizam.

Cerca de 500 delgados de toda a CPLP estão reunidos, na ilha de Bubaque, na Guiné-Bissau, de 15 a 18 de Abril de 2019, o Vº Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países das Comunidades de Língua oficial Portuguesa.

Entretanto, o presidente da Rede Lusa, Joaquim Ramos Pinto, fala do objectivo no encontro em 3 linhas, incluindo a educação.

“O objectivo tem diferentes linhas principalmente na parte académica que pretende partilhar projectos de investigação e identidade entre os países membros da CPLP e pretende saber como cada país desenvolve o seu projecto ambiental”, explica.

O encontro decorre sob o lema “Migração e Crise Ecológica, Leitura e Respostas Desde a Educação Ambiental”.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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