PARTIDOS POLÍTICOS COM REPRESENTAÇÃO PARLAMENTAR DIVERGEM SOBRE A LIDERANÇA DA CNE
O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) disse ser preciso que os partidos políticos sejam ouvidos, para que seja encontrado consenso na nomeação de uma figura para o desempenho das funções do presidente da Comissão Nacional de Eleições, CNE.
Estas palavras foram proferidas, hoje, pelo líder dos libertadores, Domingos Simões Pereira, à saída da audiência com o Presidente da República no encontro destinado a ouvir os partidos políticos, com vista a remarcação de uma nova data para a realização das eleições legislativas inicialmente agendada para o 18 de dezembro próximo.
Opinião contrária teve o Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15). O porta-voz Marciano Silva Barbeiro disse que o seu partido está de acordo que as eleições sejam realizadas em Maio, e não vê obstáculos para que as mesmas sejam realizadas com atual liderança da CNE.
Já o Partido da Renovação Social, através do seu líder em exercício, Fernando Dias alertou, o chefe de Estado de que não se pode falar das eleições legislativas sem que a situação da CNE seja resolvida.
Para o presidente da Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau, APU-PDGB, Nuno Nabiam, a situação da caducidade da CNE deve ser resolvido com toda a tranquilidade e a sua formação política não tem problema de ir às eleições com actual direcção da entidade gestora das eleições, uma vez que o parlamento não está a funcionar na sua plenitude.
Uma outra opinião semelhante à do líder do APU-PDGB é do Partido da Nova Democracia (PND), que de acordo com Abas Djaló, com a dissolução da ANP os partidos têm que dar voto de confiança à actual direcção da CNE.
As opiniões dos partidos com assento parlamentar na última eleição legislativas continuam a divergir sobre a caducidade da direcção da Comissão Nacional de Eleição, alguns defendem a criação de uma nova estrutura na base do consenso entre os partidos e outros não.
Por: Braima Sigá
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