Ontem, 4 de Setembro, completou-se 90 dias solicitado pelo presidente da República José Mário Vaz junto à CEDEAO para iniciar a implementação do acordo de Conacri.

Passados os 90 dias, os partidos políticos com representação parlamentar teceram duras críticas ao aquilo que foi a postura do presidente da República durante os últimos três meses.

Entretanto, o Secretario Nacional do PAIGC Aly Hijazy pediu a CEDEAO que resolva a situação o mais breve possível antes que houvesse confronto directo com as autoridades do momento.

«Como ganhador das eleições somos obrigados a ir à Conacri onde produzimos um acordo que devia ser implementado há muito tempo. Foi ele quem pediu a prorrogação e a data já se encontra fora do contexto. A nossa posição é de muita apreensão e muita insatisfação. A CEDEAO que cumpra as promessas feitas, que arranje medidas que evite que entrámos em confronto directo com as autoridades de momento. O PAIGC está insatisfeito em relação a toda essa posição até este momento», conta Aly Hijazy.

Por sua vez, o presidente da União para a Mudança Agnelo Regalla afirmou que estavam convicto de que o presidente não iria fazer nada porque não há da sua parte uma vontade política.

«Se o prazo já estava ultrapassado, significa que o presidente não conseguiu e nós estamos convencidos que ele (José Mário Vaz) não conseguirá fazer nada. Esta é a estratégia que vai ser seguida pelo presidente Vaz para tentar ludibriar toda a gente para ganhar o tempo e arrastar este processo mais longo que for possível. Estávamos convictos que não iria conseguir fazer nada porque não há uma vontade política da sua parte. Ele entrou num jogo, é refém deste jogo e neste momento não pode dar uma solução a esse problema por ele criada», referiu Regalla.

O líder político disse igualmente que a CEDEAO tem uma enorme responsabilidade nessa crise por estar dividido em relação a situação guineense, tendo afirmado que “ esta situação que se vive na Guiné-Bissau comparada com o que se passou na Gambia, é demostrativa de facto da falta da unidade interna e coesão da própria CEDEAO. É demostrativa que há países na organização que quando têm interesse, puxam a “brasa a sua sardinha”. É isso que tem dificultado a busca de uma solução á crise guineense”, criticou.

Para Vicente Fernandes presidente do Partido da Convergência Democrática, em nenhum momento José Mário Vaz quis cumprir com o acordo de Conacri. “ Ele levou-nos à CEDEAO sob seu auspício, pensando que o desfecho lhe seria favorável. Acabou por não contentar com o desfecho da nomeação da figura do consenso que é o Augusto Olivais e os pontos constantes no acordo e agora quis dar “o dito por não dito”. Portanto para nós, o esgotar de 90 dias não é mais que a consumação do que havíamos dito. Teria pedido os 90 dias pensando que talvez nesses dias podia pôr em prática sua estratégia tendente a reabrir a Assembleia Nacional Popular e aí fazer o jogo político com a compra de consciências usando a fracção que lhe é leal, (os 15 deputados expulsos do PAIGC) e o partido que sustenta este governo que é o Partido da Renovação Social (PRS) ”, sublinhou Fernandes.

De referir que a Rádio Sol Mansi tentou falar com PRS, PND e o grupo dos 15 deputados expulsos do PAIGC mas sem sucesso.

Por: Nautaran Marcos Có

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