27
Mar
2020

O Bastonário da Ordem dos Enfermeiros da Guiné-Bissau disse que a Guiné-Bissau ainda não está preparada para lutar contra o coronavírus, isto numa altura em que ainda continua em obra o centro para quarentena

Alberto Oliveira Lopes que falava, hoje (27), em entrevista exclusiva à Rádio Sol Mansi (RSM), disse que os trabalhos estão parados até ao momento e, no entanto, critica a lentidão no processo porque, segundo ele, o país tinha “todo o tempo” para criar mínimas condições necessárias básicas para o combate a este mal que preocupa o mundo.

“Ao nível dos centros de saúde sanitárias os trabalhos estão parados. Os trabalhos estão mais na teria do que na pratica. Próprio Hospital Nacional Simão Mendes ainda não está preparado e ainda está a ser concluída a obra onde os casos confirmados poderão estar.

O Bastonário da Ordem dos Enfermeiros disse ser urgente a criação de estruturas ao nível dos centros de saúde. Os guineenses são pedidos para ficarem em casa para não contrair o vírus.

“É urgentíssima a criação de condições mínimas ao nível das estruturas sanitárias e para que a população possa acatar as medidas de prevenção anunciadas pelo governo e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) ”.

Aos enfermeiros e técnicos de saúde, Alberto Oliveira Lopes disse que o momento é de provar a importância no sistema da saúde pública tratando todos os pacientes em pé de igualmente e por isso é preciso demonstrar a responsabilidade profissional.

“Sabemos que a situação é difícil e o país não tem condições, mas nós não podemos colocar dinheiro a frente «do profissionalismo» porque juramos salvar vidas e apesar de não jurarmos em colocar as nossas vidas em causa”.

O responsável da ordem dos enfermeiros aconselha as pessoas a usarem medidas de prevenção pessoal incluindo o uso responsável das mascaras sempre que deslocam aos lugares públicas e principalmente os mercados.

Alberto Lopes lembra que o uso das mascaras deve ser responsável e as pessoas devem continuam a seguir as recomendações médicas.

No entanto, no Hospital Nacional Simão Mendes, a RSM constatou que ainda decorrem as obras no centro de isolamento anunciado pelo governo. Enquanto isso, tendas com estão a ser montadas na entrada no edifício do hospital. Segundo a nossa fonte, as tendas são para despistagem, controlo e isolamento das pessoas suspeitas com o coronavírus.

Apesar das medidas de prevenção anunciada pelo governo de Nuno Nabiam em suspender a circulação dos transportes públicas, desde manhã os autocarros e 7 place continuam a deslocar para o interior superlotados e o preço segundo o que a RSM soube foi disparado.

Ainda continuam aglomerações das pessoas nos mercados e sem mínimas condições de protecção. O facto acontece aos olhos das autoridades colocadas nas ruas para seguir a implementação da medida.

Já os supermercados foram abertos esta manhã mas são permitidas entradas de, no máximo, 4 pessoas para as compras e são colocados baldes com água e lívia na porta.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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