30
Jan
2018

 

O presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) responsabiliza o chefe de Estado José Mário Vaz de tudo o que esta acontecer nas instalações da sede nacional do partido, local onde devia começar esta terça-feira o nono congresso ordinário do PAIGC.

Domingos Simões Pereira falava esta tarde na conferência de imprensa para reagir a invasão da força de ordem que está a dificultar o início da reunião magna desta formação politica.

De acordo com Domingos Simões Pereira, o presidente da República deve actuar com rapidez para que a força possa abandonar os perímetros da sede.

«Presidente de República deve actuar com alguma rapidez. As forças policiais estão na nossa sede por sua ordem porque não existe governo. Tudo o que está a acontecer na sede do PAIGC é da responsabilidade do presidente. Não vamos aceitar nada menos de que a retirada incondicional das forças policias e nomeação de primeiro-ministro de consenso que saiu do acordo de Conacri que é Augusto Olivais. O presidente está a fazer vários exercícios neste momento, mas no final do dia que cumpra com o acordo de Conacri nomeando Olivais», exorta Simões Pereira.  

Simões Pereira ameaça ainda testemunhar ao povo guineense como está a ser tratado dentro do espaço comunitário da CEDEAO, e exige a correcção definitivamente de tudo o que está a acontecer no país nos últimos anos. Isto porque uma missão ministerial da CEDEAO deve chegar a Bissau esta quarta-feira, 31 de Janeiro, para contactos com os atores políticos sobre o cumprimento do acordo de Conacri.

«Pedimos a comunidade Internacional que, conforme indicações para de facto a missão de CEDEAO a chegar ao país amanhã venha com mandato necessário para corrigir definitivamente o desvio que está acontecer no país porque se amanhã, o posicionamento da Comunidade internacional não deixar claro e usar mecanismos necessários para a corrigir o estado de coisas, vamos ser obrigado a testemunhar o povo guineense sobre a forma como país Guiné-Bissau está a ser tratado como cidadão de segunda dentro do espaço comunitário a que nós todos pertencemos», avisa. 

Para o líder do partido libertador a Comunidade Internacional tem a responsabilidade com o povo para de facto fazer juízo sobre o que é a espectativa de todos os Guineenses.

«Estamos a pedir a Comunidade Internacional que assuma a sua responsabilidade. Entidade sub-regional que está no terreno é a CEDEAO mas em princípio de subsidiariedade ou seja a competência é do Conselho de segurança de Nações Unidas para isso todos os parceiros da Guiné-Bissau têm a responsabilidade para com o povo guineense para de facto fazer “ jus” a aquilo que nos pertence a todos», lembra Domingos Simões Pereira.

O partido devia começar esta terça-feira o seu nono congresso ordinário na qual previsto a presença de cerca de 1233 congressistas oriundos das deferentes regiões do país assim como da diáspora.

Por: Braima Sigá

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