O presidente do Partido Africano para a Independia da Guiné e Cabo-verde, PAIGC afirmou esta sexta-feira (13 de Abril) que vai continuar a exigir o cumprimento do acordo de Conacri assinado pelas partes em conflito há um ano e meio patrocinado pela Comunidade Económica dos Estados de Africa Ocidental (CEDEAO).

Domingos Simões Pereira que falava antes de partida para a cimeira da CEDEAO em Lome, Togo, disse também que sempre estiveram convencidos que o bom senso deve prevalecer.

«Para nós o acordo de Conacri tem um conjunto de pressupostos e vamos continuar a exigir o seu cumprimento contudo, reconhecendo que mais de um ano e meio decorrido depois da assinatura do acordo, é perfeitamente normal que a organização que patrocinou essa assinatura quer fazer a avaliação e se encontrar ponto de estrangulamento considerados objectivos, propor medidas e alternativas de solução» disse aos jornalistas.

"Nós sempre tivemos convencidos que o bom senso deve prevalecer. A nossa vocação é reforçar as instâncias da soberania, o Estado de Direito democrático. Portanto é verdadeiramente triste quando é preciso uma mediação estrangeira para nos dizer que é preciso cumprir com as nossas leis internas. Vamos de espírito aberto para tentar encontrar uma solução que desbloqueie a situação do país", afirmou Domingos Simões Pereira.

Por seu turno, a representante do Partido da Renovação Social (PRS) Martina Moniz assegurou que seu partido descarta a nomeação de Augusto Olivais para primeiro-ministro. “ o PRS sempre apoiou a aplicação do acordo de Conacri mas quer que a aplicação seja no espirito da letra. PRS descarta a nomeação de Augusto Olivais por razoes conhecidas por todos vocês (os jornalistas) ”, enfatiza Moniz.

Entretanto, o presidente de Assembleia Nacional Popular Cipriano Cassama disse estar confiante numa solução que vai ajudar o povo guineense.

«Estou muito confiante com uma solução que vai ajudar o país a estabilizar. Enquanto primeiro responsável de ANP, vou fazer de tudo para efectivamente sairmos deste problema porque nossos problemas pessoais não pode estar acima dos problemas nacionais», reconheceu Cassama.

O Acordo de Conacri é um instrumento patrocinado pela CEDEAO e assinado pelos partidos com representação parlamentar, mais os 15 deputados dissidentes do PAIGC e o presidente do parlamento, que prevê a nomeação de um primeiro-ministro de consenso, entre outros pontos, criado para ultrapassar a crise política que a Guiné-Bissau vive há quase três anos.

A CEDEAO considera que o acordo ainda não foi cumprido e em Fevereiro sancionou 19 guineenses, entre os quais vários dirigentes do PRS, do grupo dos deputados dissidentes do PAIGC e o filho do chefe de Estado guineense

No sábado, amanhã em Lomé, vai decorrer uma cimeira extraordinária da CEDEAO para tentar encontrar uma solução para o impasse político na Guiné-Bissau.

Por: Nautaran Marcos Có

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