25
Jun
2019

O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) acusa o chefe de Estado da Guiné-Bissau de tentar realizar um golpe de Estado, com apoio do Senegal, para nomear um Governo de iniciativa presidencial

Em conferência de imprensa, em Bissau, hoje, dos partidos da maioria parlamentar para a estabilidade governativa, para falar das razões dos libertadores desistirem de mandar o nome do seu líder para o cargo do chefe do governo, Domingos Simões Pereira sustenta que na sexta-feira última, sobretudo à noite, o Presidente José Mário Vaz montou uma operação de golpe de Estado e que consistia na nomeação de Edmundo Mendes (ou Malam Sambu) como primeiro-ministro e a ocupação de todas as instituições públicas por elementos das forças da defesa e segurança antes da nomeação e empossamento de um governo da sua iniciativa.

Na mesma ocasião, Simões Pereira, admite a conjugação dos esforços entre a Assembleia Nacional Popular (parlamento), o Supremo Tribunal de Justiça e o Governo para colmatar o vazio em relação a existência de um presidente da república caduco.

Enquanto líder dos libertadores, Domingos Simões Pereira diz que era preciso abdicar do seu lugar para viabilizar o país.

“No fundo não é uma cedência, eu enquanto militante e dirigente de um partido tenho que estar preparado para cumprir a missão que foi confiada. Quando sentimos que outras diligências podiam criar mais confusão a esse percurso eu não tive alguma dúvida e reticencia de que era esse o caminho para viabilizar o país”, explica o presidente do PAIGC.

No que se refere a intenção do presidente José Mário Vaz em prolongar o mandato que terminou no passado dia 23, o coordenador do Espaço de Concertação Democrática, Domingos Simões Pereira disse que a iniciativa demostra que o presidente não reconhece o princípio fundamental destacando quem comete um crime não deve ser beneficiado.

“Um presidente da república que voluntariamente escolhe não exercer as suas competências constitucional para poder criar o bloqueio e depois quer negociar prorrogação do seu mandato para poder tirá-lo do bloqueio não reconhece um princípio que é fundamental, quem comete um crime não poder ser beneficiado”, sustenta Domingos Simões Pereira.  

O Espaço de Concertação Democrática coordenado pelo PAIGC engloba a Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PGB), a União para Mudança (UM), o Partido Nova Democracia (PND), o Partido da Convergência Democrática (PCD).

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Marcelino Iambi

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